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maedocoracaosoueu

Seg | 05.02.18

POR FALAR EM TAMANHO!!!AS DIFERENÇAS

Ser demasiado alto ou demasiado baixo,muito gordo ou muito magro, ter um olho de cada cor,uma mancha na cara, um sinal mais proeminente é sempre motivo de reparo, no fundo ninguém consegue ficar indiferente à diferença. É pena

Não há nada mais frustrante do que ser confrontado todos os dias com a nossa diferença em relação ao outros. Fugir à normalidade implica ficar perpetuamente sujeito aos olhares de crítica a à aprovação ou reprovação alheia.

Mas na verdade consciente ou inconscientemente todos fazemos isso em relação aos outros.

É dificil não olhar para uma anã,não reparar na pessoa que tem uma perna mais curta que outra, na rapariga ou rapaz demasiado gorda/o, num cego, que de uma maneira ou de outra estão fora dos padões a que chamamos convencionais ou normais.

Não deve ser fácil para essas pessoas sentirem-se permanentemente observadas, perceberem que são motivo constante de comentários,troça,preplexidade ou pena.

Só quem já passou por isso sabe dar valor à discrição,à sobriedade e naturalidade com que todos deviamos encarar as diferenças dos outros.

O desconforto físico que acompanha as pessoas ditas diferentes é mais acentuado pelo desconsolo moral e emocional que vem do olhar dos outros.

Nem é preciso ser muito diferente para sentir desconforto, basta ser mais alto do que é "normal", não ter as meidas standard e usar um tamanho de roupa acima da média para não entrar nas lojas que não vendem roupas para essas pessoas, pode não ser nada, mas é tudo.

As roupas e o calçado são desenhados para pessoas magras, bem feitas, normais, para quem veste o tamanho XL mais vale não entrar em determinadas lojas, pois leva com um " não temos" mas de uma maneira impessoal, como se não fosse permitido vestir ou calçar um tamanho fora do normal.

Ou somos todos bem feitos  ou estamos tramados, mas a roupa ou o calçado nem é assim tão importante e há outras hipóteses de escolha, ainda bem.

O mais grave são aquelas pessoas que são realmente diferentes e a quem tudo e todos incomodam.

Fiquei tão feliz quando me apercebi que a minha filha considera todos como iguais, estando no ensino especial aprendeu a aceitar as diferenças, pois tinha apoios com outras crianças com deficiências maiores que as dela. A deficiência da minha filha é a nível intelectual, a nível da apredizagem mas as outras crianças tinham e têm deficiências mais acentuadas e como sofreu pelo facto de frequentar o ensino especial, e ser chamada de deficiente, também ajudou aos caso.

Andar nos escuteiros e ter um colega no Pioneiros com uma deficiência profunda e ser responsável por cuidar dele, excepto a nível da higiene também ajuda, e fico feliz com isso.

Ver alguém na rua com as ditas diferenças e olhar para mim a ponto de fazer um comentário, é de imediatamente travado com o meu olhar, o meu olhar diz tudo e ela apenas murmura:

-Mãe não ia dizer nada, mas se dissesse era baixinho

-Nem baixinho nem alto, não se diz pronto.

Por exemplo, porque motivo as pessao que têm um piercing visivel a todos não consegue facilmente um emprego?

Porque motivo se nos apetecer pintar parte do cabelo de cor de rosa também é um empedimento?

Porque motivo se tivermos uma tatuagem que também esteja visivel  é um impedimento ?

Quando falo neste casos falo na minha empresa que não aceitaria contratar para o escritório com estes adornos, só ao pessoal do armazém era permitido.

Quando ia trabalhar com uma calças rasgadas a entidade patronal olhava-me de cima a baixo, nunca liguei, pior seria se fosse com um belo decote e uma transparência bem transparente, uma saia bem mini provavelmente achariam mais piada, mas nunca, nunca me proibiram de levar as minhas calças rasgadas, podiam não gostar mas nada diziam.

O meu trabalho ou o trabalho de qualquer outra pessoa não está na roupa que vestimos,nem tampouco nos adornos que temos no corpo.

Sei como é óbvio que há situações onde é necessário ou melhor, obrigatório vestir de maneira adequada, não querendo dizer que a minha fosse inadequada.

Mas saliento o nosso bom trabalho não está no que vestimos.