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maedocoracaosoueu

Sab | 07.10.17

VAMOS FALAR DE UM TEMA QUE AINDA HOJE ME DÁ UM APERTO NO CORAÇÃO,BULLYING

Este é um tema que ainda me dá um aperto no coração, doeu tanto, acho que me doeu mais a minha do que à Catraia

Estava a miúda no sétimo ano e pensando eu ,que estava tudo a correr bem, pensava eu, quando de repente a meio do segundo período recebo uma chamada de um telemóvel que não conhecia, mas como já disse atendo todas as chamadas,mesmo não conhecendo o número e ainda bem que o fiz, era a minha filha:

-Mãe estás calma?

-Sim estou filha porquê?

Desata a chorar e diz-me que teve uma falta disciplinar, foi ao GAP e lhe apreenderam-lhe telemóvel.

- O que aconteceu Diana?

-Chamei vaca a uma colega

-Porquê?

-Porque ela mandou-me pastar

-Mas não são só as vacas que pastam há outros animais que o fazem, porque levas tudo tanto a peito? Vou já para aí

Não foi tarde  nem foi cedo  saio da empresa a correr para a escola que por sorte fica a 5 minutos a pé, mas acho que lé cheguei em 3 minutos ou menos, não interessa, ela vem ter comigo a chorar acompanhada de uma colega de turma e não consegue explicar o que se passou, a colega explicou, uma miúda da turma dela chamou, vamos dar os nomes às coisas, "vaca, a uma colega e pediu à minha que se desse como culpada pois, ela, a miúda já tinha algumas faltas disciplinares e não queria outra, e a minha assim fez disse à professora que tinha sido ela, ora nem é tarde nem é cedo, GAP, falta disciplinar e telemóvel apreendido, entretanto a miúda insultada diz-me:

-Não Dona Paula, não foi a Diana que me chamou vaca, foi a G e pediu à Diana para se culpar quando a professora perguntou quem tinha chamado aquilo à colega.

Peço para chamar o diretor de turma, recebeu-me a mim e às miúdas e ouviu a história, exigi o telemóvel, pois a falta que se lixe nem me estava a preocupar, mas não sendo a miúda culpada queria o telmóvel, e lá mo deram, que remédio. OK passou.

Dias mais tarde recebo outra chamada desta vez da minha filha, num pranto a dizer que a G tinha ido ao balneário e tinha destruido tudo o que estava no saco dela, chegou ao ponto de lhe partir um cinto, a fivela, as fivelas são de metal!!! tal foi a raiva da miúda, ainda não estava a entender o que se passava, falo com uma colega ao telemóvel e a miúda também muito assustada contou-me o sucedido, pois a minha só me dizia que precisava de uma cinto, um cinto era só o que dizia, ao telefone com a colega digo:

- Mas B o que aconteceu?

-Dona Paula a G fez isto e isto

-Ok, mas repara a Diana só a tem a ela como amiga, vocês não lhe ligam.

-Não Dona Paula, a G é que não nos deixa chegar perto da Diana

WHAT? Passei-me simplesmente passei-me, lá fui outra vez em modo corrida para a escola falar com o direor de turma que por sua vez chamou o pai da miúda.

Após este episódio começam as reuniões com a G e o pai, várias reuniões pois era episódio atrás de epsódio.

DOENTIO é só o que posso dizer, a G mentia com todos os dentes que tinha o pai defendia-a, claro era pai, vim a descobrir que ela enviava mensagens à minha filha, mensagens essas que o diretor de turma passou para uma pen, caso eu quisessse ir à policia, bem um filme, mas uma filme de terror, poso dizer que me apetecia espancar a G, era esse o meu sentimento, serem«namente ´so pedi para a G se afastar da Diana, mais nada, distância, eu queria distância.

Mais um episódio, a mãe da miúda liga-me, desligo-lhe o telemóvel e ela manda.me uma mensagem que sinceramente não tinha pés nem cabeça, depois liga à minha filha, que está no apoio de matemática e a professora ao ver que era a mãe da G pede para ela desligar o aparelho, a Diana estava autorizada a deixá-lo ligado, caso necessitasse de algo ou se eu precisasse de falar com ela.

Mais uma reunião com a G a minha filha e o pai,mais aquela vontade de espancar, pois segundo entendi ela disse à mãe que a minha filha tinha dito que ela ía ser retirada aos pais, mas na reunião não foi bem assim, não foi a Diana, foi não sei quem, baralhou-se toda, bem mais uma vez disse:

-G quero-te longe da Diana, longe! e o professor vai separá-las nas aulas, e o Sr. Pai vai controlar isto senão vou mesmo à policia, estou farta, farta de perder horas de trabalho, farta de ver aminha filha em pânico, FARTA FARTA.

O problema aqui resume-se ao seguinte, a mãe da G tem uma depressão crónica desde os 12 anos de idade, a G entrou para o secundário com uma depressão, que quanto a mim não estava a ser bem tratada e a vítima era  aminha filha, como a mãe da G está em casa todo o dia, acreditava em tudo o que a filha lhe contava, não filtrava, e ligava para a minha filha, a sério! a miúda na altura tinha 13 anos, 13 anos! que mãe liga para uma miúda a pedir explicações?

Bom haveria muito mais para contar, mas só tenho a dizer isto nós pais , aliás eu mãe, pois como já disse a Diana não tem pai, logo isto é tudo para mim, mas não faz mal, ainda posso bem, não nos apercebemos que os nossos filhos são vítimas de bullying, sendo ele psicológico, se fôr físico, sim  percebe-se, mas este é muito díficil de detetar, sobretudo se as crianças não falam, caso da minha, e se vão bem dispostas para a escola, caso da minha.

A escola tem culpa? Não, os professores sim pois muitos já se tinham apercebido e não disseraam nada.

O que é uma facto é que a minha filha ía apavorada para a escola e eu nem me apercebi, a minha filha sofria e eu nem me apercebi, telefonava-me muitas vezes para falar de tudo e de nada, mandava montes de mensagens sobre tudo e sobre nada e eu não me apercebi.

Por este motivo obriguei os professores a reprovar a Diana, obriguei mesmo, mas falarei disso no próximo post.

UMA COISA É CERTA A MINHA FILHA É UMA MIÚDA MUITO FORTE