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maedocoracaosoueu

Seg | 16.10.17

DEVIA SER ASSIM DEVIA, MAS ENGANE-SE QUEM PENSA O CONTRÁRIO!!!!

 Todos deviamos ter todo o tempo do mundo para os que amamos e para os que não amamos, mas não é bem assim, após um dia de trabalho e já cansados, os pais ainda têm que fazer tarefas em casa, preparar o jantar, se os filhos não andarem num Centro de estudos ajudar nos trabalhos de casa, dar-lhes o jantar, dar-lhes banho ler uma história e pô-los a dormir

Sim gosto da letra desta música, mas infelizmente na sociedade onde vivemos as coisas não funcionam assim, mas sim devia ser assim "TER TODO O TEMPO DO MUNDO" mas não temos, o nosso tempo não chega para tudo aquilo que desejamos fazer, e vivam os avós, vivam as crianças que ainda os têm, pois são uns bons substititos dos pais, além de amarem, ensinam, e ensinam à maneira antiga, incutem-lhes valores dos tempos deles e que deviam funcionar nos tempos de hoje, pois assim provavelmente as pessoas não eram tão mal educadas, tão crueis, digo isto porque ainda ontem no Continente assisti a um espetáculo indigno de se ver, duas senhora à pancada a insultar-se uma à outra de V e P , uma acompanhada pelo filho e outra pela filha adolescentes, o menino não reagiu ao ver a mãe a levar porrada, mas a miúda além de insultar a senhora com os mesmos nomes ainda ajodou a mãe a dar porrada. Boa á assim mesmo vamos resolver tudo à pancada e já está, o menino, esse chorava.

A minha filha tudo o que tem para contar é à hora do jantar, e fala, fala, fala, e como não come enquanto o faz e eu já comi, tenho todo o tempo do mundo para a ouvir, mas contudo estou sempre a dizer:

-Come que vai ficar frio

E a minha mãe como janta primeiro, come uma sopinha está no sofá e bufa:

-Tenho que arrumar a cozinha, mas a miúda só tem coisas para falar quando está a comer?

Eu entendo a minha mãe, ela quer deitar no sofá e ver a novela, os debates, também tem direito pois já trabalhou muito e com 69 anos ainda o continua a fazer, mas sei que se precisar de todo o tempo do mundo dela não pode ser à hora da novela, mas pode ser a qualquer hora, MENOS À HORA DA NOVELA.

Assim resolvi o problema, jantar com as " galinhas" pois assim a pequenita pode falar e contar as histórias dela e não interfere com o horário das novelas da avó. Aliás eu tenho que a ouvir pois está na adolescência e esta idade é tramada, emesmo assim ele há coisas que nos escapam.

Continuo a gostar da letra desta música mas se pudesse ser assim era tão bom, e sorte tenho eu por viver com os meus pais que são uma grande ajuda para uma mãe solteira, por isso tenho saudades de vir a pé da escola com a miúda, aí sim, aí tinha TODO O TEMPO DO MUNDO.

E TAMBÉM TEMOS QUE TER TODO O TEMPO DO MUNDO PARA NAMORAR, bem este tema dá pano para mangas.

Seg | 16.10.17

A FIGURA DO PAI É IMPORTANTE?

Como já disse várias vezes a adopção da Diana foi uma adopção monoparental, após o fim de uma relação de 10 anos e da qual não houve filhos, pois o N já tinha uma, eu queria ser mãe, ponto final queria ser mãe! mas sempre respeitei a decisão dele de não querer, fui burra podia engravidar e já estava , mas não, não sou assim e o respeito pelos outros é muito importante.

No início para a Diana o não ter pai foi sempre muito complicado, os colegas metiam-se com ela, diziam que era impossivel ela não ter pai, quando conhecia um homem, no ATL, nos ESCUTEIROS ela pura e simplesmente venerava-os,saltava-lhes para o colo, algo que me fazia muita confusão, com os meus amigos era sempre a favor deles e contra mim, aliás ela já estava tão desesperada por ter um pai que me perguntou o que tinha acontecido ao dela.

Tenho que ser honesta, não estava preparada para esta pergunta, como nessa altura ainda não lhe tinha dito que era adotada, o que iria dizer sobre o pai? Dizia-lhe que o pai a tinha abnadonado, quando a devia ter amado?

Mas ela resolveu o assunto:

-Mãe o meu pai morreu não morreu?

-Sim filha morreu.

confesso que ninguém nos ensina a encarar esta situação, e quando elas surgem, as respostas têm que ser tão rápidas, que nem tempo temos para pensar, isto não funciona naquela base de "eu vou pensar e já te respondo".

- Mãe o meu pai chama-se Rodrigo não chama?

Oh! que raio!

-Sim filha chama.

-Mãe quero ir ao cemitério vê-lo

Raios!Raios!Raios! Com esta não estava a contar, tinha que ir ao cemitério com a miúda e procurar todas as campas até encontrar um Senhor chamado Rodrigo, a sério? Só para mim.

Lá fui protelando a visita ao cemitério, não me estava a apetecer de todo ele há sítios onde se pudemos evitamos entar, certo?

A miúda com esta questão resolveu mas uma questão dentro da sua cabecinha, pois ela precisava disto para fechar mais uma gaveta. Lá disse aos colegas que o pai tinha morrido e que se chamava Rodrigo, e eles pararam de a chatear, ao pararem ela também perdeu a vontade de ir ao cemitério.

Mas a questão da figura masculina manteve-se, tinha uma "paixão" pelo tio tudo o que ele dizia era lei, em relação aos meus amigos a mesma coisa e eu, eu era a mãe que lhe ralhava, castigava e sendo mulher era muito má em comparação com os homens.

A Diana cresceu, fisica e mentalmente,e uma vez à hora do almoço, ou jantar, não me recordo, ouviu a notícia, sim aqui em casa os pais gostam de ter a televisão ligada, eu não concordo, mas tenho que os respeitar, como dizia, ao ouvir uma notícia de um pai que tinha violado uma filha, vi que ela estava muito atenta à televisão, o que não é normal pois à mesa ela gosta de conversar, aproveitei a atenção dela à notícia, pois ela nunca via notícias, notícias pelo amor de Deus!!! ela queria era o Canal Panda, ora aproveitei a oportunidade e disse:

-Vês filha os pais também fazem mal aos filhos, não são só as mães, é óbvio que há mães que são más, mas os pais também são. E temos o inverso, há boas, muito boas mães e bons, muito bons pais.

Não disse nada, ouviu, captou e guardou.

O que é um facto é que a atitude dela mudou, não ficou a detestar os homens, nem ela tem essa capacidade, não faz parte do feitio dela, mas que mudou, mudou e eu fiquei mais aliviada.

Se resolvi bem ou mal a situação, o que é um facto é que resolvi, tal como as crianças, as mães não têm livros de instruções, logo guiamo-nos pela intuição