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maedocoracaosoueu

Seg | 23.10.17

VIVER UMA PAIXÃO

Vamos deixar de lado as histórias da Diana e falar da minha história.

Nunca tive uma paixão, corrijo, tive, tive sim senhora mas anstes disso nunca sabia o que era PAIXÃO

Todas as minha relações foram sempre longas, uma de 4 anos onde estive quase para casar, já andavamos a procurar casa, ainda bem que não a compramos senão estava feita, a outra de 10 anos,em ambas levei com um par de chifres, e como se costuma dizer, toma lá que é democrático.

Na primeira sofri, ai se sofri, na segunda sofri ainda mais , pois sempre achei que as relações deviam ser para toda a vida, que tonta que sou, era, nada é eterno e foi da pior maneira que descobri.

Para mim uma relação é estarmos juntos até sermos velhinhos, sentados no sofá enroscados numa manta, e cuidar um do outro até ao fim das nossas vidas, ESBARDALHEI-ME, completamente.

Após o fim da relação de 10 anos, na qual já viviamos juntos, lá tive que fazer as malas e vir para casa dos pais, e foi assim que descobri, aliás sempre tive essa ideia, mas acentuou-se mais, que eterno é o amor que os pais têm por nós e nós por eles, PONTO FINAL.

Contudo no meio deste luto, conheci várias pessoas mas uma em especial fez-me sentir coisas especiais:

- Tinha 38 anos e sentia que tinha 18 parecia uma adolescente com a hormonas aos saltos.

- Andava aos beijos no meio da rua,a sério!!! Eu tinha uma filha e se ela me visse naquelas figuras

- Tinha borboletas no estômago e o coração batia a cem à hora sempre que estava com ele.

-A minha alma ria-se cada vez que o via.

-Andava nas nuvens

-O sexo era brutal, quando digo brutal era mesmo BRUTAL.

-Estavamos horas ao telefone e sempre com milhentas coisa para dizer, cheguei a pagar uma fatura de mais de cem euros.

-Fazia alguns kilómetros para ir a pé para casa dele.

Mas uma coisa posso dizer nunca descurei a minha filha, alías sempre que ia dormir a casa dele ia de coração partido, aliás ele muitas vezes olhava para mim e dizia:

-Estás a pensar na tua filha não estás?

-Sim

Ela ficava com os avós mas no dia seguinte às nove, antes dela acordar eu já estava em casa. O MEU AMOR ESTAVA EM CASA.

Esta paixão cegou-me nunca tinha vivido uma coisa assim, as outras duas relações foi AMOR, esta era diferente, era atração sexual na potência mais elevada.

Como digo embora apaixonada nunca perdi o discernimento, pois uma vez disse-lhe que a minha filha nunca iria ter nome de pai na certidão de nascimento, se a adotei sozinha ela era minha e de mais ninguém, foi uma luta só minha, e ele passou-se, estavamos no café e cheguei a pensar que ele ia fazer um escândalo

Entretanto ele dá-me a notícia de que iria trabalhar para o Algarve, queria que fosse com ele, não perdi o discernimento, não a minha filha não ia ser separada da família, do seu suporte de vida, eu não iria deixar o meu trabalho, passou-se mais uma vez, bem isto estava a tomar proporçõe que já estavam a ultrapassar um limite, e eu começava a ficar com medo.

Uma vez quando veio do Algarve lá fui a casa dele, quando lá cheguei encontrei a cozinha cheia de garrafas de cerveja vazias, isto associado à medicação que ele tomava, tornava-o uma bomba pronta a explodir, tive que agir com cautela qualquer coisa que eu pudesse dizer, bem nem quero pensar, é que o rapaz media um metro e oitenta e tal e pesava noventa kilos, eu meço um metro e sessenta e peso cinquenta e tal kilos, coitadinha de mim, não tinha escapatória possível.

Correu tudo bem, aliás correu tudo mal, ao preparar-me para vir embora só perguntei:

-Vamos acabar por aqui

-Não, não vamos acabar, não quero fazer nada do qual me possa arrepender.

E ficamos no limbo.

Bem consegui vir embora com a sensação de que tinha que fechar aquele capítulo, uma paixão é uma paixão, chorei, sim chorei muito, mas primeiro estava eu , eu e depois eu e agarrados a mim estava a minha filha e a minha família, se arrisquei, sim estive no fio da navalha, mas não é isso mesmo uma PAIXÃO????

Desta coisa tão diferente para os meus sentidos, infelizmente houve uma coisa má, contraí o virus HPV, contraí pois fui estúpida e não uasavamos preservativo, Estúpida, mas a paixão não é isto mesmo, sermos estúpidas?  Ainda vivo com isso, mas falarei sobre esses assunto noutro post, este é sobre PAIXÃO.

Mas foi aqui que perdi o discernimento, não me ter precavido, foi aqui que não pensei em ninguém nem em mim própria.

Agora imaginem o seguinte, se eu tivesse permitido que ele desse o seu nome como pai da Diana, como seria? A minha filha tinha que andar do Porto para o Algarve pois para todos os efeitos seria filha dele, bem afinal não perdi o discernimento, perdi um bocadinho da minha saúde mas salvei a minha filha de uma situação que provavelmente seria desastrosa para ela.

Se me perguntarem o que prefiro eu digo, prefiro o amor, não a paixão.