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maedocoracaosoueu

Seg | 04.06.18

PAIXÃO OU AMOR!!!!PREFIRO O AMOR!!!!!!!!!

Vamos deixar de lado as histórias da Diana por um bocadinho e falar da minha história.

Nunca tive uma paixão.

Corrijo, tive, tive sim, mas antes disso nunca sabia o que era PAIXÃO

As minha relações foram sempre longas, uma de 4 anos onde estive quase para casar, já andavamos a procurar casa, ainda bem que não a compramos senão estava feita.

A outra de 10 anos,em ambas levei com um par de chifres, desculpem a linguagem. 

Na primeira sofri, ai se sofri.

Na segunda sofri ainda mais , pois sempre achei que as relações deviam ser para toda a vida, que tonta que era, nada é eterno e foi da pior maneira que descobri.

Para mim uma relação é estarmos juntos até sermos velhinhos, sentados no sofá enroscados numa manta, e cuidar um do outro até ao fim das nossas vidas,ESBARDALHEI-ME, completamente.

Após o fim da relação de 10 anos, na qual já viviamos juntos, lá tive que fazer as malas e vir para casa dos pais, e foi assim que descobri, aliás sempre tive essa ideia, mas acentuou-se ainda mais, que eterno é o amor que os pais têm por nós e nós por eles, PONTO FINAL.

Contudo no meio deste luto, conheci várias pessoas mas uma em especial fez-me sentir diferente.

- Tinha 38 anos e sentia que tinha 18 parecia uma adolescente com a hormonas aos saltos.

- Andava aos beijos no meio da rua,a sério!!! Eu tinha uma filha e se ela me visse naquelas figuras

- Tinha borboletas no estômago e o coração batia a cem à hora sempre que estava com ele.

-A minha alma ria-se cada vez que o via.

-Andava nas nuvens

-Vivia numa bolha

-Não andava flutuava

-Que sensação maravilhosa!!!!!

-O sexo era brutal, quando digo brutal era mesmo BRUTAL.

-Estavamos horas ao telefone e sempre com milhentas coisa para dizer, cheguei a pagar uma fatura de mais de cem euros.

-Fazia alguns kilómetros para ir a pé até casa dele.

Mas uma coisa posso dizer, nunca descurei a minha filha, aliás sempre que ia dormir a casa dele ia de coração partido.

 Ele muitas vezes olhava para mim e dizia:

-Estás a pensar na tua filha não estás?

-Sim

Ela ficava com os avós mas no dia seguinte às nove, antes dela acordar eu já estava em casa. O MEU AMOR ESTAVA EM CASA.

Esta paixão cegou-me nunca tinha vivido uma coisa assim.

As outras duas relações foi AMOR, esta era diferente, era atração sexual na potência máxima.

Como digo embora apaixonada nunca perdi o discernimento, pois uma vez disse-lhe que a minha filha nunca iria ter nome de pai na certidão de nascimento, se a adotei sozinha ela era minha e de mais ninguém, foi uma luta só minha, e ele passou-se, estavamos no café e cheguei a pensar que ele ia fazer um escândalo

Entretanto ele dá-me a notícia de que iria trabalhar para o Algarve, queria que fosse com ele, não perdi o discernimento, não a minha filha não ia ser separada da família, do seu suporte de vida, eu não iria deixar o meu trabalho, passou-se mais uma vez, bem isto estava a tomar proporções que me estavam a assustar, e eu começava a ficar com medo.

Uma vez quando veio do Algarve fui para casa dele, quando lá cheguei encontrei a cozinha cheia de garrafas de cerveja vazias, isto associado à medicação que ele tomava, tornava-o uma bomba pronta a explodir.

Tive que agir com cautela qualquer coisa que eu pudesse dizer, bem nem quero pensar, é que o rapaz media um metro e oitenta e tal e pesava noventa kilos, eu meço um metro e sessenta e peso cinquenta e tal , coitadinha de mim, não tinha escapatória possível.

Correu tudo bem, aliás correu tudo mal, ao preparar-me para vir embora só perguntei:

-Vamos acabar por aqui

-Não, não vamos acabar, não quero fazer nada do qual me possa arrepender.

E ficamos no limbo.

 Consegui vir embora, consegui escapar mas com a sensação de que tinha que fechar aquele capítulo, uma paixão é uma paixão, chorei, sim chorei muito, mas primeiro estava eu , eu e depois eu e agarrada a mim estava a minha filha e a minha família, se arrisquei, sim estive no fio da navalha.

Mas paixão não é mesmo isso? Viver no fio da navalha?

Desta coisa tão diferente para os meus sentidos, infelizmente houve uma coisa má, contraí o virus HPV.

Sim, contraí pois fui estúpida, não usavamos preservativo.

Estúpida, mas a paixão não é isto mesmo, sermos estúpidas?

 Ainda vivo com isso.

Mas foi aqui que perdi o discernimento, não me ter precavido, foi aqui que não pensei em ninguém nem em mim própria.

Agora imaginem o seguinte, se eu tivesse permitido que ele desse o seu nome como pai da Diana, como seria? A minha filha tinha que andar do Porto para o Algarve pois para todos os efeitos seria filha dele, bem afinal não perdi o discernimento, perdi um bocadinho da minha saúde mas salvei a minha filha de uma situação que provavelmente seria desastrosa para ela.

Se me perguntarem o que prefiro eu digo, prefiro o amor, não a paixão.