Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

maedocoracaosoueu

Dom | 23.09.18

ACREDITAS NO DESTINO!!!!!!!!!!!!!!!

No livro de José Saramago a "Viagem do Elefante", ele escreve: "Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam".

Será verdade?

Será que, em certo lugar, existe alguém à nossa espera, independentemente das voltas que possamos dar para lá chegar e do tempo que demoremos a fazê-lo?

 A ser verdade, acreditar nisso implicaria também acreditar que, por mais que tentemos enganar o destino, ele já está escrito e, portanto, é impossível mudá-lo.

Que sensação de inutilidade me percorre agora as veias... Por que não posso eu controlar onde vou, com quem vou e porque vou?

Talvez detenhamos connosco parte dessa escolha, mas é provável que não a possuamos por completo.

E é tão estranho saber disso.

Mas, pensemos bem, se assim não fosse, seria então a vida feita somente de acasos e coincidências sem verdadeiro significado? Dúvido.

Sou daquelas pessoas que não acredita no acaso e que vê um sentido em (quase) tudo, por muito negativo que possa ser (nem sempre tem de ser bom).

E dúvido duplamente quando, analisando a minha vida, percebo que sempre vou parar ao local de onde penso ter-me afastado. Melhor: de onde quis afastar-me.

Nunca pensei voltar, aceitar aquele que tanto me magoou.

E como magoou

E se quis, por que não consegui fazê-lo?

Querer é meio caminho andado para conseguir, sempre pensei.

Mas... por que é que, irremediavelmente, retorno sempre ao ponto de onde parti e à história que, um dia, em consciência ou não, por desleixo ou aparente desinteresse, recusei? 

Porque assim quis o destino.

 A vida está, provavelmente e com frequência, a enviar-nos mensagens que, no fim, acabamos por ouvir e reconhecer como nossas. Mas se não somos nós quem comanda o que connosco acontece, em quem devemos confiar o nosso futuro?

 Será melhor largá-lo ao acaso?

 E se o acaso não existe, quem, que coisa é essa que detém o poder do que vivemos?

A ela, a ele, ao que for, quero perguntar-lhe, agora, neste preciso momento em que me divido em partes imprecisas:

- Que destino é esse que me espera e onde posso encontrá-lo?   

Conta-me

-Quem és tu?

-Porque não mostras o rosto?

-Tens um livro onde escreves e nada pode ser apagado?

-Era isto que tinhas destinado para mim? Ou ainda há mais?

-Se há porque não revelas? Destesto surpresas.

4 comentários

Comentar post