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maedocoracaosoueu

Sab | 15.09.18

CUIDADO QUE A FLECHA PODE ESTAR ENVENENADA!!!!!!!!!!

Buda, na sua procura pela iluminação, também tentou descobrir como nos libertarmos da ignorância e do sofrimento.

Como outros grandes sábios do passado, ele propôs uma filosofia prática que nos encoraja a focar nas coisas mais simples como uma maneira de alcançar objetivos maiores.

Resumiu perfeitamente numa frase: uma estrada de mil quilômetros começa com um único passo. Contudo, na vida quotidiana, é difícil aplicar esses ensinamentos.

 

A PARÁBOLA DA FLECHA ENVENENADA

 

“Uma vez um homem que foi ferido por uma flecha envenenada.

A sua família e amigos queriam chamar um médico, mas o homem recusou, dizendo que antes disso ele queria saber o nome do homem que o feriu, a casta a qual ele pertencia e seu lugar de origem.

Ele também queria saber se aquele homem era alto, forte, tinha uma pele clara ou escura e também queria saber que tipo de arco ele tinha atirado, e de que era feito.

Ele disse que queria saber se a pluma da flecha seria de um falcão, um abutre ou um pavão…

E imaginando se o arco que tinha sido usado para atirar nele era um arco comum, um arco curvo ou um oleandro e todo tipo de informação semelhante,mas o homem morreu sem saber as respostas.”

 

Ao ler a parábola, a primeira ideia que me vem à mente é que a atitude do homem ferido é absurda e tola.

No entanto, o que Buda está a querer dizer é que todos nós nos comportamos da mesma maneira sem darmos conta.

De certa forma, estamos todos feridos com aquela flecha envenenada porque, mais cedo ou mais tarde, vamos morrer.

No entanto, vivemos sem estar plenamente conscientes da nossa mortalidade, por isso muitas vezes atribuímos excessiva importância a coisas inconsequentes que nos impedem de aproveitar o presente, mergulhando-nos num estado de preocupação desnecessária.

Assim sendo o que devemos aprender com esta parábola

– Concentrem-se no que realmente lhe está a acontecer

Em muitas ocasiões, para resolver um problema, é importante não te perderes nas divagações,é preciso agir.

A coisa mais comum é que por trás de tudo isso estão escondidos o medo e a incerteza.

Quando nos deparamos com um problema e vamos por outro caminho, embora saibamos que não é aquele, embora saibamos a solução, é porque tememos alguma coisa.

No entanto, nós acreditamos que a longo prazo, soluções "abafadas" só servem para gerar ainda mais problemas, além de criar um estado de insatisfação interna.

Noutros casos, activamos mecanismos de defesa através dos quais removemos o problema de nós mesmos, ou tentamos escondê-lo, ou delegamo-lo a alguém.

Geralmente, isso acontece porque não queremos aceitar que somos parte do problema, portanto, para resolvê-lo, precisamos primeiro de nos trabalhar a nós mesmos.

Em qualquer caso, a estratégia é nunca olhar para o outro lado, é importante entender o que realmente nos acontece e aprender a dar prioridade ao aqui e agora.

 

– Dêem um passo de cada vez

A mente pode-se tornar a nossa melhor aliada ou nossa pior inimiga.

Podemos usá-la positivamente para resolver problemas ou podemos usá-la em negativamente e encontrar mais um problema para cada solução.

Para vivermos com menos stress, a chave é "passo a passo". Isso não significa que não podemos antecipar os problemas, mas devemo-nos certificar de que não estamos a alimentar um pensamento catastrófico.

Concentrem-se no presente, avaliem cuidadosamente a situação em que estão e dêem um passo de cada vez, esse passo não te vai levar  diretamente ao destino, mas pelo menos ele vai-te tirar de onde tu estás.

Vive o dia a dia, como se cada dia fosse o primeiro e o último da tua vida.

– Deixa tudo fluir e não te deixes influenciar

Muitas das vezes, ficamos prisioneiros dos problemas, embora estes já tenham sido resolvidos ou façam parte do passado, mas continuam a assombrar a nossa mente, causando deste modo angústia, raiva, frustração e ressentimento.

Quando nos apegamos ao que aconteceu, quando não deixamos de lado essas emoções e sentimentos,vamo-nos tornar escravos deles.

 

– Elimina tudo o que é desnecessário

Eliminar tudo o que é desnecessário também se refere a sentimentos, crenças, estereótipos ou sonhos que não te pertencem  e que são apenas um obstáculo.

Quando olhares para dentro de ti mesmo, ficarás surpreso ao descobrir que muitas das frases do teu diálogo interior não são realmente tuas, mas foram inculcadas.

Faz uma limpeza mental e livra-te das emoções que te ferem, como o ressentimento de uma situação antiga, a angústia por algo que provavelmente nunca acontecerá e o medo de perder o tens.

Se formos mais leves do que a bagagem, não só poderemos ir mais longe, como também aproveitaremos mais a viagem.

Sei que não é fácil, mas vamos tentar.

Pelo menos tentar.

E pode ser que tudo corra pelo melhor

 

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