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maedocoracaosoueu

Ter | 08.05.18

FICO TÃO BARALHADA!!!!!!!!!!! ESCRAVA DO AMOR OU VICIADA NO AMOR!!! NUNCA ENTENDI!!!

Mais uma história.

Mais uma amiga.

Se isto me afetou?

Não, de todo.

Mas deixa-me má recordações.

Porquê?

Porque era uma grande amiga, mesmo grande amiga.

A Carla, sim vou dizer o nome dela pois duvido que leia blogs, e duvido que ainda se lembre de mim.

Mas eu lembro-me dela, tem dias que sonho com ela, mas é a vida.

Conheci a Carla na faculdade foi " amor à primeira vista" andavamos perdidas pelos corredores da faculdade ajudamo-nos uma à outra e quando demos conta eramos da mesma turma.

E começou a nossa história.

Com o decorrer do tempo descobri que a relação da Carla com os homens era algo surreal, diferente, não sei bem explicar.

Primeiro era com um tipo que queria tudo à bruta e o local onde o faziam era indiferente.

-Fizemos nas escadas do prédio.

Diz-me ela

Eu com 20 aninhos, um namoro sólido, e ainda muito imatura no que diz respeito a relações fiquei chocada, mas não dei a minha opinião, só ouvi.

O gajo sem mais nem porquê deixou-a, mas ela ficou na boa.

Depois começou a andar com um tipo que namorava, não lhe fazia qualquer mossa, se era um amor ou paixão, não sei definir mas durou anos, e ele sempre a trocar de namorada, mas não por ela, ela só servia para............mas a Carla não parecia importa-se, aliás saíamos todos junto e ele apresentava-lhe as raparigas com todo o descaramento, a Carla estava ali na prateleira pronta para ele usar e abusar.

Entretanto uma amiga dela deixa o namorado de longa data, a Carla não sei como começou a namorar com o dito cujo, nesta eu já sabia que a coisa não ia dar certo, vocês perguntam, porquê?

Porque ele adorava a namorada, porque não fez o luto, quis fazer-se de macho latino, quem sofreu com isso?

A Carla pois está visto.

Mandava nela, fazia o queria dela 

E eu? Eu era mera espectadora.

Contudo só intervi uma vez, quando em casa da Carla onde eu dormia com regularidade ele berrou-lhe, falou-lhe com maus modos, não gostei e aí intervi e chamei-o à razão, o gajo o que diz:

-Paula tu és uma grande mulher.

Mais uma bofetada de luva branca na face da Carla.

Dormiu lá, com ela como é óbvio, de manhã liga a um amigo para o ir buscar e lá foi embora.

Não me consegui calar, basta, já estava farta e disse à minha grande amiga que eu amava do fundo do coração que ele a tinha usado tal e qual como uma prostituta. 

Começou a chorar, mas pelo vistos o que eu disse não valeu a pena.

Continuou com ele.

Um belo dia vêm a minha casa convidar-me para uma churrascada em Resende, a Carla tinha uma casa em Resende e ele vivia no Marco de Canaveses.

Rescusei.

O gajo queria obrigar-me.

Recusei e disse-lhe que não mandava em mim e mandei-o à fava.

No dia seguinte aprarecem em minha casa e a Carla com as calças cheias de sangue.

Perguntei o que era, o que tinha acontecido, e quem respondeu foi ele.

-Foi a matar uma galinha.

Acreditei,não tinha porque não acreditar.

Mais tarde a Carla confessou, tiveram um acidente, o carro capotou e magoaram-se.Ele estava alcoolizado.

E se eu fosse? Estaria aqui e agora para contar?

Para mim foi a gota de água, recusei-me a sair com eles.

O que é certo é que ele deixou-a e tivemos um bocadinho de paz.

Sempre a questionei o porquê daquelas relações tão estranhas, bolas ela era minha amiga.

-Eu tenho o complexo de Édipo, sou apaixonada pelo meu pai, e tenho uma relação "estranha" com os homens, tenho o complexo de Édipo.

Complexo de Édipo a sério!!!

Mas esta explicação tinha um fundo de verdade.

O pai dominava-a

Assim que começou a trabalhar o pai obrigou-a a comprar uma casa para não gastar o salário à toa, a empresa construtora abriu falência e a obra era só tijolos ao alto, lá foi o dinheiro.

O pai obrigou-a a comprar um carro, estava sempre a avariar e ela gastava todo o dinheiro a repará-lo.

Para finalizar este relato, a Carla finalmente conheceu um rapaz decente, a namorada tinha terminado a relação e eles começaram a sair.

Já casaram , se continuam juntos não sei pois mais uma vez, o marido dominava-a, a Carla só podia socializar com os amigos dele, saimaos uma poucas vezes e simplesmente ela esqueceu tudo o resto, tudo o resto sou eu, se é mãe não sei onde andas Carla?

Perdi a Carla, o meu doce de amiga, a irmã que nunca tive, por ser subserviente, por deixar os homens mandar nela.

Ainda hoje não sei explicar se ela era escrava ou viciada no amor

Ainda hoje tenho saudades dela, mas não a procuro, ela sabe, acho que sabe que a minha porta está sempre abeta, só mudei de endereço, o local onde moro é o mesmo.

 

 

 

 

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