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maedocoracaosoueu

Dom | 18.03.18

HAVERÁ DIFERENÇA ENTRE UM FILHO ADOPTADO E O BIOLÓGICO!!! É A MINHA OPINIÃO!!!VALE O QUE VALE!!!!

Uma coisa que sempre ouvimos dizer é que ser mãe adotiva é totalmente diferente de ser mãe biológica. Normalmente o que se prega é que o filho adotivo já vem “pronto”, que não acontece a fase da barriga (a gestação) ou da amamentação… que tudo isso faz com que haja diferença entre adotar e gerar. 

Da minha experência, e tendo amigas cujos filhos são biológicos posso dizer que não há diferença alguma entre ser mãe adotiva e mãe biológica. Há todo um mistério e mistificação em torno da gestação, do processo de gravidez. E ainda bem. É óbvio que a gravidez  é linda, também gostava de passar por isso, ainda não perdi a esperença, mas a idade vai avançando,(não pretendo criticar a gravidez, nem por sombras). Mas é importante dizer que não é esse processo que transformará a mulher em mãe. Tanto que, se assim fosse, não haveria tantas  crianças disponíveis para adopção! Bastaria engravidar para ser mãe e entender o processo da maternidade, certo? Não. Nada disso. A gestação, a gravidez, a barriga, a amamentação não são fatores determinantes. 

O sentimento de me tornar mãe, cuidar de um ser humano, formar alguém, ser responsável por esse alguém e ver a vida transformada radicalmente é o mesmo. As lágrimas, o medo, os receios, as dúvidas são iguais ás das minhas amigas. E o amor também. Não há a menor diferença. Digo isto porque se tivesse como garantir às mães adotivas que elas são mães como qualquer outra…eu garantiria sem a menor dúvida. Vivencio as duas vias. E são iguais em amor e em doação.

Porém, como todo parto, a chegada de um filho (seja biológico ou adotivo) vira nossa vida de cabeça para baixo. Quando temos um filho biológico não temos escolha: é levar para casa depois do nascimento e lidar com a situação. Contudo, quando temos um filho adotivo, há a (maldita) possibilidade de “desistir”. E, assustados com o processo cruel e real que é sair da condição de filhos para nos tornarmos mãe/pai, achamos que por ser o filho adotado receamos não conseguir aceitar e adaptarmo-nos a ele. E não é assim. Como disse anteriormente, os medos, receios, pavores, dúvidas,  estarão tanto no filho da barriga como no filho do coração, sim é um fillho que nasce do coração.

Portanto, queria deixar claro  que ser mãe é uma atividade única e não tem distinção nos “formatos”. Transforma a nossa vida, que antes era autosuficiente e independente, em doação. Seja para filho biológico ou adotado. Vai mexer profundamente com connosco, independente de ter adotado ou gerado. E se não causar todo esse rebuliço dentro de nós e nas nossas vidas, aí sim, será sinal de que algo está errado! Porque toda mudança dói. E sem dor não haverá a mudança. E sem mudar, não tem maternidade.

O melhor conselho nesses casos é: siga seu instinto. Aceite suas imperfeições. Viva a mudança sem querer ser perfeita. Saia dos protótipos de perfeição que se vende por aí, aquelas que dizem, é tudo um mar de rosas (porque não é). Dê a cara à sua história, faça a diferença. Isso mostrará as cores reais da maternidade, e não o processo que trouxe um ser humano à vida e para dentro da sua existência.