Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

mãedocoraçãosoueu

mãedocoraçãosoueu

PAIXÃO OU AMOR!!!!PREFIRO O AMOR!!!!!!!!!

Vamos deixar de lado as histórias da Diana por um bocadinho e falar da minha história.

Nunca tive uma paixão.

Corrijo, tive, tive sim, mas antes disso nunca sabia o que era PAIXÃO

As minha relações foram sempre longas, uma de 4 anos onde estive quase para casar, já andavamos a procurar casa, ainda bem que não a compramos senão estava feita.

A outra de 10 anos,em ambas levei com um par de chifres, desculpem a linguagem. 

Na primeira sofri, ai se sofri.

Na segunda sofri ainda mais , pois sempre achei que as relações deviam ser para toda a vida, que tonta que era, nada é eterno e foi da pior maneira que descobri.

Para mim uma relação é estarmos juntos até sermos velhinhos, sentados no sofá enroscados numa manta, e cuidar um do outro até ao fim das nossas vidas,ESBARDALHEI-ME, completamente.

Após o fim da relação de 10 anos, na qual já viviamos juntos, lá tive que fazer as malas e vir para casa dos pais, e foi assim que descobri, aliás sempre tive essa ideia, mas acentuou-se ainda mais, que eterno é o amor que os pais têm por nós e nós por eles, PONTO FINAL.

Contudo no meio deste luto, conheci várias pessoas mas uma em especial fez-me sentir diferente.

- Tinha 38 anos e sentia que tinha 18 parecia uma adolescente com a hormonas aos saltos.

- Andava aos beijos no meio da rua,a sério!!! Eu tinha uma filha e se ela me visse naquelas figuras

- Tinha borboletas no estômago e o coração batia a cem à hora sempre que estava com ele.

-A minha alma ria-se cada vez que o via.

-Andava nas nuvens

-Vivia numa bolha

-Não andava flutuava

-Que sensação maravilhosa!!!!!

-O sexo era brutal, quando digo brutal era mesmo BRUTAL.

-Estavamos horas ao telefone e sempre com milhentas coisa para dizer, cheguei a pagar uma fatura de mais de cem euros.

-Fazia alguns kilómetros para ir a pé até casa dele.

Mas uma coisa posso dizer, nunca descurei a minha filha, aliás sempre que ia dormir a casa dele ia de coração partido.

 Ele muitas vezes olhava para mim e dizia:

-Estás a pensar na tua filha não estás?

-Sim

Ela ficava com os avós mas no dia seguinte às nove, antes dela acordar eu já estava em casa. O MEU AMOR ESTAVA EM CASA.

Esta paixão cegou-me nunca tinha vivido uma coisa assim.

As outras duas relações foi AMOR, esta era diferente, era atração sexual na potência máxima.

Como digo embora apaixonada nunca perdi o discernimento, pois uma vez disse-lhe que a minha filha nunca iria ter nome de pai na certidão de nascimento, se a adotei sozinha ela era minha e de mais ninguém, foi uma luta só minha, e ele passou-se, estavamos no café e cheguei a pensar que ele ia fazer um escândalo

Entretanto ele dá-me a notícia de que iria trabalhar para o Algarve, queria que fosse com ele, não perdi o discernimento, não a minha filha não ia ser separada da família, do seu suporte de vida, eu não iria deixar o meu trabalho, passou-se mais uma vez, bem isto estava a tomar proporções que me estavam a assustar, e eu começava a ficar com medo.

Uma vez quando veio do Algarve fui para casa dele, quando lá cheguei encontrei a cozinha cheia de garrafas de cerveja vazias, isto associado à medicação que ele tomava, tornava-o uma bomba pronta a explodir.

Tive que agir com cautela qualquer coisa que eu pudesse dizer, bem nem quero pensar, é que o rapaz media um metro e oitenta e tal e pesava noventa kilos, eu meço um metro e sessenta e peso cinquenta e tal , coitadinha de mim, não tinha escapatória possível.

Correu tudo bem, aliás correu tudo mal, ao preparar-me para vir embora só perguntei:

-Vamos acabar por aqui

-Não, não vamos acabar, não quero fazer nada do qual me possa arrepender.

E ficamos no limbo.

 Consegui vir embora, consegui escapar mas com a sensação de que tinha que fechar aquele capítulo, uma paixão é uma paixão, chorei, sim chorei muito, mas primeiro estava eu , eu e depois eu e agarrada a mim estava a minha filha e a minha família, se arrisquei, sim estive no fio da navalha.

Mas paixão não é mesmo isso? Viver no fio da navalha?

Desta coisa tão diferente para os meus sentidos, infelizmente houve uma coisa má, contraí o virus HPV.

Sim, contraí pois fui estúpida, não usavamos preservativo.

Estúpida, mas a paixão não é isto mesmo, sermos estúpidas?

 Ainda vivo com isso.

Mas foi aqui que perdi o discernimento, não me ter precavido, foi aqui que não pensei em ninguém nem em mim própria.

Agora imaginem o seguinte, se eu tivesse permitido que ele desse o seu nome como pai da Diana, como seria? A minha filha tinha que andar do Porto para o Algarve pois para todos os efeitos seria filha dele, bem afinal não perdi o discernimento, perdi um bocadinho da minha saúde mas salvei a minha filha de uma situação que provavelmente seria desastrosa para ela.

Se me perguntarem o que prefiro eu digo, prefiro o amor, não a paixão.

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Links

  •  
  • Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D