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mãedocoraçãosoueu

mãedocoraçãosoueu

FALTA-ME UM DENTE!!!!!!!!!!!

A minha filha é imune à dor.

A minha filha desde que a adoptei nunca entrou nas urgências de um hospital .

A minha filha nunca esteve doente, tirando um resfriado ou outro, uma arranhadela ou outra, por ser muito sossegada, ironia, ok?

A minha filha quando a adoptei cheirava muito mal da boca, muito mesmo.

Fomos à dentista, pois o cheiro era muito, mas muito mau, tinha um tumor pequenino na gengiva.

Tratamos, a minha filha continuava a cheirar mal da boca.

Não era só o pequeno tumor, tinha os dentes todos estragados, exceptuando os da frente.

Não podíamos arrancar os dentes à criança, eram dentes de leite e acabariam por cair.

Tive que aguentar o cheiro.

Mas quando se ama, tudo se aguenta.

E os dente lá foram caindo.

 A minha filha arrancava os dentes assim que eles começavam a abanar, não tinha paciência para aguardar que estivessem no ponto certo para os arrancar.

Chegava a casa com a roupa cheia de sangue e com um orgulho tremendo,os olhos a brilhar,tal como se tivesse ganho um troféu,  o dente vinha sempre embrulhado num lenço de papel, também ele todo ensanguentado.

A minha filha é imune à dor.

Tenho todos os dentes da minha filha, os seus troféus, todos não, falta-me um.

A minha filha chorou quando arrancou um dente e o perdeu, procuramos por todo o lado, ela perguntou na escola, não havia sinal do dente, ficou tão triste, tinha perdido um dos seus troféus.

Todos os dentes da minha filha estavam estragados, afinal eram todos, mesmo os da frente tinham a raíz podre, não houve um que  pudesse mandar a uma joalharia para colocar prata e andar com ele ao peito, o meu troféu, e ainda bem pois nunca o faria, não acho piada.

Daí o mau cheiro.

Mas já calculava, uma criança que não recebe todos os nutrientes e vitaminas que necessecita, já calculava, mas podia ser bem pior.

Eram só dentes.

Agora que os tem tão bonitos, não trata deles convenientemente, adolescência.

Eu insisto, insisto, mas é só uma pequena passagem e já está pronta para ir para a escola.

Em Abril numa consulta, a médica chamou-a à atenção para os dentes e eu:

-Obrigada Doutora, muito obrigada, a Diana já tem quase 16 anos, não posso ser eu a lavar-lhos convenientemente,além disso nem fio dentário ela utiliza.Não fiquei envergonhada, de todo, pois todos os dias é a mesma conversa.

-Lavaste os dentes?

-Sim

-Usaste o fio dentário?

-Não, faz-me sangue.

-Tens que usá-lo com gentileza e não à bruta, o fio dentário ajuda a remover a comida que está entre eles, a escova por si só não faz o trabalho todo.

Isto todos os dias de manhã e à noite, não a venço pelo cansaço.

Ficou envergonhada com as palavras da médica

Nos dias a seguir à consulta, demorou mais a lavar os dentes e usou o fio dentário, mas agora já se está a baldar outra vez.

Já lhe expliquei que os dentes são o salão de apresentação de uma pessoa, não são as roupas, as sapatilhas de marca ou o perfume, são os dentes.

Vou marcar consulta na dentista para uma limpeza, aos dela e aos meus, e espero que ela lhe dê uma boa reprimenda.

Bolas para a miúda, não aproveita o que tem, dado o historial de vida, os dentes definitivos podiam nascer também com problemas, mas não, e ela não aproveita esta dádiva.

Mas duvido que seja só a minha, a médica também concorda, não é só a minha, mas dos outros os pais que cuidem, pois eu por aqui já tenho a minha dose.

 

 

 

 

OH INCLEMÊNCIA!!! OH MARTÍRIO!!!

Isto da adolescência não é fácil, pensei que fosse mas não é, SANTA IGNORÂNCIA

Há uns anos atrás era eu quem escolhia as roupas da minha filha, agora com 15 anos, como é óbvio ela é quem escolhe.

Mas faz-me bastante confusão, isto porque usa sempre a mesma roupa, as calças vão para lavar, são passadas a ferro e toca a usá-las outra vez, as camisolas, o mesmo, lava e toca a usar, até que chega o dia em que se rasgam.

No Verão vêm os tops " OH! INCLEMÊNCIA OH! MARTÍRIO"

Andar com a barriguita à mostra,quando digo a barriguita, digo o umbigo, pois mais que isso não aceito e ponto final,não me agrada muito, mas ela não é a única, mas é minha filha e eu não gosto, contudo tenho que aceitar, não vou fazer disto um cavalo de batalha .

 ABENÇOADO O INVERNO E ACABAM-SE OS TOPS.

 As calças skinny, justinhas, outro drama, o raio da cachopa é jeitosinha ficam-lhe bem, mas eu não gosto, toca a engolir um sapo.

Há-de chegar o dia em que irá vestir calças e túnicas largas.

CONTINUA A SONHAR MÃE!!!

Calçado a mesma coisa, sempre as mesmas sapatilhas, nem dá tempo para a pôr a arejar.

Tal como já disse uma vez quando vou à escola por algum motivo, é preciso um radar para a encontrar, pois as miúdas vestem todas as mesmas roupas, calçam todas as mesmas sapatilhas e todas, mas mesmo todas, têm o mesmo corte de cabelo, comprido e liso, rara é a miúda que o tem curto e é tão prático, elas nem fazem ideia do quão prático é.

A minha está sempre a ver-se ao espelho para ver o crescimento do seu, se ela mandasse iria até à cintura.

Não isso não, tem que ser espontado pelo menos de 3 em 3 meses.

Que saudades tenho quando a vestia toda "pipi". 

Mas há uma coisa que me agrada na minha filha, quando veste uma camisola ou um top que seja transparente, veste sempre uma camisola de alças por baixo, diz que se vê o soutiã.

Os calções bem esses tiram-me do sério, mas ela sabe que tem que usar uma camisa à cintura, isto porque ela vem a pé da escola e todo o cuidado é pouco, se não queremos ser assediadas não provoquemos, e no fundo no fundo ela tem medo.

Andava ela no 6º ano e numa reunião com a diretora de turma, esta alertou os pais para terem atenção com as roupas das filhas, pois os rapazes na sala estavam mais centrados nas nádegas das miúdas do que na aula, engraçado, aliás não teve graça nenhuma, os pais de uma dessas miúdas estavam na reunião, o que eles não sabiam era que a filha deles saía de casa com uma roupa e quando chegava à escola trocava.

Isto foi-me contado pela minha filha, não estou a especular.

Sei que é difícil controlar estas situações, uma vez que os pais saem cedo para trabalhar e os miudos ainda ficam em casa, ou neste caso em particular, qual é a mãe que se lembra de ver a mochila da filha antes desta ir para a escola?

Estamos a falar de uma miúda com 11 anos.

OH FILHA NÃO CRESÇAS POR FAVOR!!!!!!!!

AI MILHO VERDE!!! MILHO VERDE!!!

Temos a mania de falar da adolescência como uma fase má, todos esperamos que passe depressa, é detestével e pode ter efeitos preversos. Nos jovens como é óbvio.

Todos nós pais e mães vamo-nos preparando para a adolescência dos nossos filhos.

Desde que nascem até à chamada pré adolescência, vão-nos chegando avisos, e nós tendemos a julgar que estamos perante o "Bicho Papão" que nos vai roubar para todo o sempre a infância dos nossos filhos, a sua candura, e que vão ser transformados pela "Bruxa Má" em seres rebeldes, abrasivos e desconhecidos.

A a dolescência devia ser encarada como a idade de todos os perigos, a idade de todos os desafios, para nós pais e para eles filhos.

Quando falamos em adolescência, falamos em crise, por este motivo usamos esta expressão, a crise da adolescência.

É um tempo de perturbação, dias de angústia, horas de dúvida, conflito de gerações e muitos desencontros pelo meio.

Numa crise nunca sabemos quem somos nem para onde vamos e acima de tudo colocamos em questão o que andamos a fazer neste mundo.

Mas a dolescência é muito mais que isto, pode ser uma idade muito criativa e construtiva.

Nós que por norma já esquecemos ou fazemos por esquecer a nossa adolescência, devíamos olhar para o nosso umbigo, outra vez a história do umbigo e tirar uma conclusão simples, esta crise não é só dos filhos, é tambem nossa.

Os filhos crescem tão depressa que nos deixa de tal modo perplexos, a mudança de atitude magoa-nos e as novas conquistas perturbam-nos, porque nós pais sentimos desconforto de partilhar com eles uma idade tão difícil. A crise da adolescência entra em conflito com a nossa meia idade, tenhamos nós 40  ou 50 anos, sejamos modernos ou conservadores, não damo valor à nossa crise de identidade na altura em que os nossos filhos também entram em crise, daí o desgate que se gera entre nós, pais e filhos.

Aos 40 ou 50 anos é humano, mesmo instintivo, repensar na vida, fazer um balanço das nossas conquista e perdas, nesta altura da nossa vida apercebemo-nos que aquilo que sonhamos nunca foi nem será concretizado, e tal como os miúdos também entramos em crise, daí os confrontos e os equivocos, pois somos dois "países" em crise.

Justamente nesta altura em que não sabemos lidar com a nossa vida, com as nossa dúvidas e angústias lá vêm os filhos reclamar, exigir e desafiar, mas não é difícil atravessar esta ponte onde duas gerações em crise se confrontam.

Basta, primeiro ter consciência de que tal como nós eles têm direitos, e tentar não ter uma resposta autoritária para tudo.

Nós pais temos a obrigação de conversar com os filhos, ouvi-los e tentar compreendê-los, mas mantendo sempre uma atitude firme e tolerante ao mesmo tempo, e assim vamo-nos sentir mais amados e confortáveis para lidar com esta crise.

São estes pais que, terminada a adolescência colhem mais e melhores frutos quer no relacionamento entre si quer no contributo que deram para a construção da personalidade do filhos.

Os que estão apostados na autoridade, na firmeza, na obediência cega, dificilmente se encontram com os filhos, isto no campo afetivo.

Basta dar tempo ao tempo, dar bons exemplos, bons conselhos e nunca deixar de lhes dar colo quando eles o pedem.

A adolescência é chamada a idade do armário, daí o ouvir é muito importante, a minha filha por exemplo, chega da escola cumprimenta todos com um OLÁ e por norma vai para o quarto e cola-se ao telemóvel ou tablet, mas como o tempo para o fazer é curto, pois às 8 o jantar está na mesa, é nessa altura, na hora do jantar que ela começa a fazer o "relato do jogo", e fala sem parar e a avó ralha porque a comida via ficar fria, e ela resmunga com a avó, e eu tipo árbitro tento controlar o jogo, e por vezes tenho que dar um cartão amarelo ou vermelho à pirralha,  já expliquei á minha mãe que esta é a hora dela, a altura em que ela conversa, logo deixá-la, e cá está, um "conflito" de gerações, avó versus neta.

Depois do jantar sobe para tomar duche e volta novamente o "relato" ou a leitura dos mails dos escuteiros, ou a escola, e a nós cabe-nos dar-lhes este tempo para falar, fazer perguntas e nesta altura como está ao rubro responde a tudo, e lá vou tirando " nabos da púcara" e lá vou sabendo como andam as coisas.

Os beijinhos,bem isso já era, esqueçam, só o da manhã e mesmo assim...........

As roupas tento não interferir mas existem algumas regras

As saídas com as amigas já começaram

As conversas ao telemóvel de vento em popa, mas nunca o deixa de fazer mesmo que eu esteja por perto, pelo menos para já  isso agrada-me, mas não o faço de propósito, apenas porque partilhamos o mesmo quarto.

Respeito pelos outros, para já não tenho queixas.

Resmunguices e chamar-me chata, todos os dias, e, sim eu sou chata, mas gosto de ser assim.

Mimos, só com o gato.

Namoro, já disse que é muito cedo, mas bolas, teho que me preparar, vai fazer 16 anos.

Educar para ser poupada, difícil, gasta a mesada num dia.

Já tem chave de casa, ficou ao rubro quando lha dei, porquê?

Bater com a porta após uma discussão, nem pensar, é mandar-me f..... baixinho, fora de questão, nunca o fez atá à data.

Filhos perfeitos!!! Vocês queriam não queriam?

TEMOS QUE TER EM CONTA QUE O MILHO ESTÁ VERDE, TEMOS QUE O DEIXAR AMADURECER PARA O COLHER E FAZER A DESFOLHADA.

 

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