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mãedocoraçãosoueu

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A MINHA RELAÇÃO COM O VICTAN!!!!!!!!!!VERGONHA PORQUÊ!!!!

Resultado de imagem para imagem do victan

Não tenho vergonha do tema que aqui vou falar.

Tenho uma relação de amor/ódio com o Victan.

Já tomo este comprimido à 15 anos.

Não consigo largar.

Não adianta dizerem inspira e expira que as crises de ansiedade passam.

Não, não passam.

É mais forte que eu.

Logo para quê lutar contra isto?

Sou fraca, sim provavelmente.

As crises de ansiedade começaram do nada.

Estava a trabalhar.

Tudo tranquilo.

Quando de repente, e não me consigo esquecer.

O colar que tinha ao pescoço começou a pesar.

Parecia que pesava 50 Kilos.

Tirei-o de imediato, estava a faltar-me o ar.

O meu coração começou a palpitar, tanto mas tanto que pensei:

"Vou ter um enfarte"

Fui para o hospital de imediato.

O coração estava ótimo.

Viram logo o que se passava.

Pastilha debaixo da língua e pronto.

Parecia uma zombie, mal podia falar.

 Mesmo assim fui trabalhar.

Depois dessa crise vieram mais, mas com sintomas diferentes.

Vontade de vomitar, um aperto na garganta, não conseguia engolir nada.

Voltei ao hospital.

Mais uma pastilha.

 Terceira vez que fui ao hospital, a médica era Espanhola.

Não esqueço as palavras e o gesto dela.

Pôs a mão em cima da minha e disse:

-Paula, não podes continuar assim, isto significa que estás a entrar em depressão.

Tudo isto em Espanhol, mas eu entendi.

Depressão!!!!!!!!!!!!!!!

Não!!!!!!!!!!!

Nem pensar.

Motivo destas crises.

Namorado hipocondriaco, colega de trabalho que só falva em doenças e outro colega que dizia ter um cancro na cabeça, só pensava nisso.

O meu cerebro tal como uma esponja começou a absorver toda esta informação.

Comecei a pensar que também tinha uma doença grave.

E isto não me saía da cabeça.

Emagreci uns 10 kilos.

Parecia um esqueleto.

Mas não podia continaur a tomar a quela maldita pastilha o Diazepan, que me punha a falar como se tivesse bebido uma garrafa de vinho.

Continuei a trabalhar.

Contudo os patrões quando me viram naquele estado mudaram-me de sector.

Foi ouro sobre azul.

Deixei o escritório dos paranoicos.

Pois, eu tabalhava lado a lado com o meu namorado, o que também não ajudava para o caso.

Já bastavam as crises que ele tinha em casa.

Fui ao médico de família, já não aguentava mais,  como não tomava medicamentos a não ser o Voltaren para uma dor de cabeça, o que era raro,receitou-me o Victan.

E deu-se o milagre.

Comecei a ver as coisas de outra maneira.

O mundo passou de cinzento a côr de rosa, nesse mundo não havia doenças.

Ajudei o meu namorado com as crises dele.

Comecei e ignorar as conversas dos meus colegas.

Que efeito têm estes medicamentos no nosso cerebro?

Bem só a medicina o poderá explicar.

Ainda hoje tomo o Victan.

E é devido a ele que consigo ser mais poderada nas minhas atitudes.

Não sou uma serial killer, apenas consigo encarar as situaçoes com mais calma, serenidade.

Consegui ultrapassar situações muito complicadas na minha vida com a ajuda dele.

O facto de tomar o Victan não foi impedimento para adoptar a Diana.

Mas podiam pensar em tudo e mais alguma coisa, e tinham as suas razões.

Foi com a ajuda do Victan que consegui enfrentar  o bullying infilgido à minha filha.

Ao contrário da outra mãe que tinha uma depressão crónica e nos fez a vida num inferno, a filha e ela.

Tive que "lutar" contra estas duas pessoas, sozinha, mas sempre com sensatez, com calma e serenidade, para meu bem e para o bem da minha filha, que era o elo mais fraco, a parte mais afectada.

Se não tomasse o Victan acho que teria espancado a miúda, a mãe e o pai, e não é este tipo de atitude que a minha filha, algum filho, deve presenciar.

Em tudo sou ponderada, como é óbvio com conta peso e medida, pois tem dias em que me passo da cabeça, mas acho que isso é normal, tenho direito a dias maus.

O mais caricato disto tudo.

Conheço muitas pessoas que tomam este medicamento mas não o admitem, têm vergonha.

De quê?

O estigma.

Se tomo Victan ou outra coisa qualquer sou maluquinha.

Conheço tanta gente que não toma o Victan mas toma Xanax e depois?

Como é óbvio todos têm direito às suas reservas, não têm que andar com um badalo a dizer o que tomam ou não, mas quando confrontadas por algum motivo com esta conversa, nicles, fecham-se em copas.

Mas sabem dizer:

-Pergunta à Paula pois ela toma o Victan.

Não sou menos pessoa por tomar esta pastilha.

Não sou menos mãe.

Não sou menos mulher. 

Não sou menos filha.

Não sou menos amiga.

Gostava de não tomar, já tentei largar, mas foi pior a emenda que o soneto.

Pode ser que um dia.

Quando não sei.

Confesso que andei a adiar este tema há muito tempo.

Porquê?

 

PAIXÃO OU AMOR!!!!PREFIRO O AMOR!!!!!!!!!

Vamos deixar de lado as histórias da Diana por um bocadinho e falar da minha história.

Nunca tive uma paixão.

Corrijo, tive, tive sim, mas antes disso nunca sabia o que era PAIXÃO

As minha relações foram sempre longas, uma de 4 anos onde estive quase para casar, já andavamos a procurar casa, ainda bem que não a compramos senão estava feita.

A outra de 10 anos,em ambas levei com um par de chifres, desculpem a linguagem. 

Na primeira sofri, ai se sofri.

Na segunda sofri ainda mais , pois sempre achei que as relações deviam ser para toda a vida, que tonta que era, nada é eterno e foi da pior maneira que descobri.

Para mim uma relação é estarmos juntos até sermos velhinhos, sentados no sofá enroscados numa manta, e cuidar um do outro até ao fim das nossas vidas,ESBARDALHEI-ME, completamente.

Após o fim da relação de 10 anos, na qual já viviamos juntos, lá tive que fazer as malas e vir para casa dos pais, e foi assim que descobri, aliás sempre tive essa ideia, mas acentuou-se ainda mais, que eterno é o amor que os pais têm por nós e nós por eles, PONTO FINAL.

Contudo no meio deste luto, conheci várias pessoas mas uma em especial fez-me sentir diferente.

- Tinha 38 anos e sentia que tinha 18 parecia uma adolescente com a hormonas aos saltos.

- Andava aos beijos no meio da rua,a sério!!! Eu tinha uma filha e se ela me visse naquelas figuras

- Tinha borboletas no estômago e o coração batia a cem à hora sempre que estava com ele.

-A minha alma ria-se cada vez que o via.

-Andava nas nuvens

-Vivia numa bolha

-Não andava flutuava

-Que sensação maravilhosa!!!!!

-O sexo era brutal, quando digo brutal era mesmo BRUTAL.

-Estavamos horas ao telefone e sempre com milhentas coisa para dizer, cheguei a pagar uma fatura de mais de cem euros.

-Fazia alguns kilómetros para ir a pé até casa dele.

Mas uma coisa posso dizer, nunca descurei a minha filha, aliás sempre que ia dormir a casa dele ia de coração partido.

 Ele muitas vezes olhava para mim e dizia:

-Estás a pensar na tua filha não estás?

-Sim

Ela ficava com os avós mas no dia seguinte às nove, antes dela acordar eu já estava em casa. O MEU AMOR ESTAVA EM CASA.

Esta paixão cegou-me nunca tinha vivido uma coisa assim.

As outras duas relações foi AMOR, esta era diferente, era atração sexual na potência máxima.

Como digo embora apaixonada nunca perdi o discernimento, pois uma vez disse-lhe que a minha filha nunca iria ter nome de pai na certidão de nascimento, se a adotei sozinha ela era minha e de mais ninguém, foi uma luta só minha, e ele passou-se, estavamos no café e cheguei a pensar que ele ia fazer um escândalo

Entretanto ele dá-me a notícia de que iria trabalhar para o Algarve, queria que fosse com ele, não perdi o discernimento, não a minha filha não ia ser separada da família, do seu suporte de vida, eu não iria deixar o meu trabalho, passou-se mais uma vez, bem isto estava a tomar proporções que me estavam a assustar, e eu começava a ficar com medo.

Uma vez quando veio do Algarve fui para casa dele, quando lá cheguei encontrei a cozinha cheia de garrafas de cerveja vazias, isto associado à medicação que ele tomava, tornava-o uma bomba pronta a explodir.

Tive que agir com cautela qualquer coisa que eu pudesse dizer, bem nem quero pensar, é que o rapaz media um metro e oitenta e tal e pesava noventa kilos, eu meço um metro e sessenta e peso cinquenta e tal , coitadinha de mim, não tinha escapatória possível.

Correu tudo bem, aliás correu tudo mal, ao preparar-me para vir embora só perguntei:

-Vamos acabar por aqui

-Não, não vamos acabar, não quero fazer nada do qual me possa arrepender.

E ficamos no limbo.

 Consegui vir embora, consegui escapar mas com a sensação de que tinha que fechar aquele capítulo, uma paixão é uma paixão, chorei, sim chorei muito, mas primeiro estava eu , eu e depois eu e agarrada a mim estava a minha filha e a minha família, se arrisquei, sim estive no fio da navalha.

Mas paixão não é mesmo isso? Viver no fio da navalha?

Desta coisa tão diferente para os meus sentidos, infelizmente houve uma coisa má, contraí o virus HPV.

Sim, contraí pois fui estúpida, não usavamos preservativo.

Estúpida, mas a paixão não é isto mesmo, sermos estúpidas?

 Ainda vivo com isso.

Mas foi aqui que perdi o discernimento, não me ter precavido, foi aqui que não pensei em ninguém nem em mim própria.

Agora imaginem o seguinte, se eu tivesse permitido que ele desse o seu nome como pai da Diana, como seria? A minha filha tinha que andar do Porto para o Algarve pois para todos os efeitos seria filha dele, bem afinal não perdi o discernimento, perdi um bocadinho da minha saúde mas salvei a minha filha de uma situação que provavelmente seria desastrosa para ela.

Se me perguntarem o que prefiro eu digo, prefiro o amor, não a paixão.

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