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mãedocoraçãosoueu

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JÁ DIZ O DITADO !!!!HÁ CÃO QUE NÃO CONHECE O DONO!!!!!!!!!!!!

Há um ditado que diz "Ele há cão que não conhece o dono"

Pois neste caso há pessoas que não conhecem ou reconhecem ninguém.

Dito isto passo a explicar.

No ano passado uma vizinha que mora na mesma entrada do meu prédio e com a qual sempre me dei muito bem precisou da minha ajuda.

A mãe vivia na Maia, numa casa alugada.

Na casa de uns amigos desta minha vizinha.

Entretanto esta minha vizinha entrou em depressão, questões de trabalho, mas uma depressão daquelas!!!!!!!!!!!

O que é que decide fazer?

Decide dizer ao amigo que a mãe vai deixar a casa dele em finais de Abril e não disse nada à mãe.

O amigo ficou todo contente pois era intenção dele voltar para lá.

Porque é que ela fez isto?

Pergunto eu.

Fez isto contando que a inquilina que vivia na casa da minha madrinha e que entretanto se separou fosse embora, pois a casa é muito grande para ela e o filho.

Mas tal não aconteceu, a inquilina ainda lá vive.

O que acontece a seguir?

Ela começa a panicar pois os pais no final de Abril não tinham onde viver.

Ainda ponderou ir viver com a sogra e os pais ficarem na casa dela.

Entretanto um dos apartamentos aqui na mesma entrada foi vendido e eu conhecia muito bem a compradora.

Ora a partir daí foi o descalabro, quando lhe disse isso a partir desse dia eu recebia mais de 3 chamadas por dia a pedir-me ajuda.

Quando olhava para o telemóvel e via o número dela já começava a stressar.

Começava a pensar que quem iria entrar em depressão era eu.

Todos os dias chamadas e mais chamadas.

Eu só não entendia o seguinte.

Se tinha uma irmã porquê eu?

Porque não pedia ajuda à irmã?

Porque é que a irmã não procurava?

Ao fim de semana por exemplo.

Mas lá está uma mão lava a outra e as das lavam a cara.

Entretanto encontro a compradora do apartamento e tento convencê-la a alugar.

Trocamos números de telemóvel.

Ela ficou de me dizer alguma coisa.

E mais chamadas da minha vizinha.

Na eventualidade de não querer alugar, pedi à minha mãe para me ajudar a procurar um apartamento para os pais dela.

E a minha mãe lá começou a sua pesquisa.

Nada, nada de apartamentos para arrendar.

E lá continuavam as chamadas.

Entretanto percebi que os pais queriam vir morar para este prédio, não queriam outro

Como era possível?

Eu e a minha mãe andavamos a ver apartamentos bem perto do nosso.

Mas que nada.

Queriam este

E eu já me começava a passar, os meus niveis de stress já estavam no máximo.

Entretanto ligo com a proprietária do apartamento, tento convencê-la a alugar.

Ela vivia numa casa aqui bem perto.

O marido não queria sair de lá e ela contudo não queria alugar.

A coisa começava a ficar feia.

Não liguei mais, achei que já não estava a ser correcta,não queria alugar, estava no direito dela.

Para quê pressioná-la?

Agora a chata era eu, não, sério?

Passados uns dias liga-me e diz que vai alugar pois o marido não quer deixar a casa.

Ufa!! Tinhamos o problema resolvido.

Dei o número dela à minha vizinha e lá se entenderam.

Os pais já cá vivem e adoram.

Boa.

Entretanto os telefonemas pararam.

Boa

Já podia descansar a minha cabeça.

Mas não há bela sem senão.

Este mês mandei uma mensagem à minha vizinha a pedir o mail da empresa onde trabalha para enviar o meu cv.

Nada, não respondeu.

Passaram dois dias mandei outra mensagem a dizer que já não precisava do mail.

Nada.

Entretanto num destes Domingos encontro-a à entrada do prédio e ela diz:

-Então Paulinha já não precisa do mail?

Só podia estar a gozar comigo

-Não obrigada já me desenrasquei.

-Mas se quiiseres eu dou-to.

-Obrigada, mas sabes há quanto tempo te mandei a mensagem?

Eu não estava propriamente a sorrir

-O meu filho estragou-me o telemóvel e agora tenho um novo e só agora é que vi a mensagem

Sério!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Agradeci e fui onde tinha de ir.

Ainda hoje nos cruzamos à saída do prédio, cumprimentei-a e ela idem contudo diz:

-Paulinha tenho que ir já estou um bocadinho atrasada.

Ela fala muito com "inhos"

-Podes ir não tinha intenção de ter agora uma conversa contigo

Não tinha mesmo.

Mas uma coisa vos digo.

Há cães que não conhecem o dono.

Mas este cão não me volta a morder.

 

 

 

 

 

 

 

UMA MÃO LAVA A OUTRA E AS DUAS LAVAM A CARA!!!!!!!!!!!!!!

Esta expressão significa que uma pessoa deve ajudar a outra.

Assim como uma mão não se consegue lavar por completo sozinha e precisa da ajuda da outra mão, a analogia serve para as pessoas também. Tu ajudas alguém e esse alguém ajuda-te a ti.

 

Pois foi exactamente o que aconteceu ontem.

Como já disse vivo numa aldeia.

Onde todos se conhecem.

Uns melhores que os outros como é óbvio.

Pois bem .

Eu já precisei da ajuda do Senhor Azevedo.

Agora ele precisou da minha.

E é assim que as coisas funcionam.

Não há outra maneira possível.

O Senhor Azevedo "faz" um quintal ao lado do da minha mãe.

Já nos conhecemos há muitos anos.

Ao Senhor Azevedo, à esposa, filha e neto.

Quando preciso de furar uma parede, colocar um estore, colocar uma lâmpada, montar um móvel, aqueles da Ikea que têm mais de 500 peças, quem é que chamo?

O Senhor Azevedo.

E o Senhor Azevedo está sempre disponível.

Sempre.

Alías estava.

De há uns tempos para cá o Senhor Azevedo entrou numa espiral depressiva.

Já não vai ao terreno.

Já não ajuda quando preciso, aliás a minha mãe dizia para não o chamar, que ele não estava bem.

Tive que me socorrer de outra pessoa conhecida.

O Senhor Azevedo era daquelas pessoas que fazia a minha mãe e toda a gente que os fosse visitar ao terreno, rir, mas rir mesmo pois ela era muito engraçado.

A minha mãe chegava e fazia-nos rir a nós com as peripécas dele.

Mas isso acabou.

O Senhor Azevedo não brinca.

Aliás nem aparece no Quintal.

Desistiu.

Atirou a toalha ao chão. Isto são as depressões não?

Contudo foi ao médico de família e trouxe uma pilha de madicamentos.

Estava cada vez pior.

Passaram 4 meses e estava cada vez pior.

Mas o grande problema é que a filha era a vitima e a esposa a pacificadora, mas a Zezinha já não estava a aguentar mais.

A próxima a ir ao médico seria ela.

Com toda a certeza.

Até que um dia.

O Sr. Azevedo decide pedir ajuda à minha mãe.

Sabia que o meu irmão tinha ido a um bom psiquiatra e estava melhor, logo deciciu desabafar com a minha mãe.

Bateu no fundo.

Tinhamos que o fazer vir à tona.

A minha mãe pede para eu ligar ao Dr. Alexandre.

Estava de férias, o Dr. Alexandre.

Ainda tinha que aguardar uns dias.

Uns dias às vezes são meses, pelo menos para quem aguarda ansiosamente por ajuda.

O Senhor Azevedo lá aguentou.

Finalmente o Dr. Alexandre chegou.

Liguei.

Disse que era irmã do Rui.

Disse que tinha um caso muito urgente.

Liguei na Quinta e no Sábado ( ontem) lá fomos.

Atendeu-o às duas.

Só o faz em caso excepcionais.

Obrigada Dr. Alexandre.

E eu também fui.

Porquê?

Perguntam vocês.

Porque após me dar a morada eu vi logo onde era o consultório.

Conheço muito bem o Porto.

Vá lá, sorte a minha.

A consulta demorou 2 horas.

Chegamos mais cedo, 13 e 45 lá estavamos.

Saímos às 16 e 15.

O Senhor azevedo saiu de lá satisfeito.

Desabafou.

Ouviu conselhos.

Assimilou tudo.

A medicação foi toda alterada.

A  Zezinha entrou no fim a pedido do médico e também gostou muito.

Vinham felzes.

Mas ainda não se via nos seus rostos.

Ainda vai demorar.

Bem felizes não é a palavra certa pois o senhor Azevedo e a Zezinha há muito que não sabem o que é a felicidade.

Mas se tudo correr bem e a medicação começar a fazer efeito.

A felicidade deles vai começar.

E a nossa também.

Pois quando os outros estão felizes, nós também estamos.

E é isto.

E pode ser que o Senhor Azevedo volte ao seu quintal e anime a minha mãe.

E pode ser que daqui a uns tempos a minha mãe já venha contar mais peripécias do senhor Azevedo.

Eu para já não preciso de furos nem montar móveis.

Mas se precisar eu espero.

Espero que o Senhor Azevedo melhore.

E se ele me vier ajudar é sinal que está melhor.

E eu fico feliz.

Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara.

 

 

 

 

 

 

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