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mãedocoraçãosoueu

mãedocoraçãosoueu

E POR FALAR EM EQUILIBRIO!!!!!!!!!!!!!!!!

Este é um tema que ainda me dá um aperto no coração, doeu tanto, acho que me doeu mais a minha do que à miúda

E nesta siruação tive que manter o equilibrio.

Estava a miúda no sétimo ano e pensava eu ,que estava tudo a correr bem, pensava eu!!!!!!

Quando de repente a meio do segundo período recebo uma chamada de um telemóvel que não conhecia, mas atendo todas as chamadas,mesmo não conhecendo o número e ainda bem que o fiz, era a minha filha:

-Mãe estás calma?

-Sim estou filha porquê?

Desata a chorar e diz-me que teve uma falta disciplinar, foi ao GAT e lhe apreenderam-lhe telemóvel, o que a preocupava era o telemóvel.

- O que aconteceu Diana?

-Chamei vaca a uma colega

-Porquê?

-Porque ela mandou-me pastar.

- Oh meu doce, não são só as vacas que pastam há outros animais que o fazem, porque levas tudo tanto a peito? Vou já para aí

Não foi tarde  nem foi cedo  saio da empresa a correr para a escola que por sorte ficava a 5 minutos a pé, mas acho que lé cheguei em 3 minutos ou menos, não interessa.

Ela vem ter comigo a chorar acompanhada de uma colega de turma e não consegue explicar o que se passou, a colega explicou, uma miúda da turma dela chamou "vaca, a uma colega e pediu à minha que se desse como culpada pois aoutra miúda já tinha algumas faltas disciplinares e não queria mais, e a minha assim fez disse à professora que tinha sido ela, ora nem é tarde nem é cedo, GAT, falta disciplinar e telemóvel apreendido, entretanto a miúda insultada diz-me:

- Dona Paula, não foi a Diana que me chamou vaca, foi a Gabriela e pediu à Diana para se culpar quando a professora perguntou quem dito tal coisa.

Peço para chamar o diretor de turma, recebeu-me a mim e às miúdas e ouviu a história, exigi o telemóvel, pois a falta que se lixe nem me estava a preocupar, mas não sendo a miúda culpada queria o telmóvel, e lá mo deram.

 OK passou.

Dias mais tarde recebo outra chamada desta vez da minha filha, novamente num pranto a dizer que a Gabriela tinha ido ao balneário e tinha destruido tudo o que estava no saco dela, chegou ao ponto de lhe partir a fivela do cinto, as fivelas são de metal!!! tal foi a raiva da miúda, a minha filha estava em pânico,eu ainda não estava a entender o que se passava, falo com uma colega ao telemóvel e a miúda também muito assustada contou-me o sucedido, pois a minha só me dizia que precisava de uma cinto, um cinto era só o que dizia.

Ao telefone com a colega digo:

-  Barbara o que aconteceu?

-Dona Paula foi a Gabriela. A Diana não devia ser amiga da Gabriela.

-Ok, mas repara a Diana só a tem a ela como amiga, vocês não lhe ligam.

-Não Dona Paula, a Gabriela é que não nos deixa chegar perto da Diana

WHAT?

Passei-me simplesmente passei-me, lá fui outra vez em modo corrida para a escola falar com o diretor de turma que por sua vez chamou o pai da miúda.

Após este episódio começam as reuniões com a Gabriela e o pai, várias reuniões pois era episódio atrás de episódio.

DOENTIO é só o que posso dizer.

A Gabriela mentia com todos os dentes que tinha, o pai defendia-a, claro era pai, vim a descobrir que ela enviava mensagens à minha filha, mensagens essas que o diretor de turma passou para uma pen, caso eu quisessse ir à policia.

Aliás eu também recebi mensagens tão insultuosas que nem queria acreditar , uma miúda de 11 anos com aquele tipo de linguagem!!!

Ainda desconfio que terá sido a mãe, mas não sei!!!!!!!!!!!!

 Um filme, filme de terror, devo dizer.

 Apetecia espancar a Gabriela.

Era esse o meu sentimento, serenamente só pedi para a Gabriela se afastar da Diana, mais nada, distância, eu queria distância.

Mais um episódio, a mãe da miúda liga-me,estou a trabalhar e desligo-lhe o telemóvel, já sabia que não era nada de bom, a senhora manda-me uma mensagem que sinceramente não tinha pés nem cabeça, depois liga à minha filha, que está no apoio de matemática e a professora ao ver quem era pede para ela desligar o aparelho, a Diana estava autorizada a deixá-lo ligado, caso necessitasse de algo ou se eu precisasse de falar com ela.

Mais uma reunião com a Gabriela a minha filha e o pai,mais aquela vontade de a espancar, pois segundo entendi ela disse à mãe que a minha filha tinha dito que ela ía ser retirada aos pais pela segurança social, mas na reunião não foi bem assim, não foi a Diana que disse tal coisa, quem foi não sei , a miúda baralhou-se toda, bem mais uma vez disse:

-Gabriela quero-te longe da Diana, longe! Distância.

Já não queria ouvir mais nada, já estava cansada e o diretor de turma não tinha palavras para tanta maldade.

O pai da miúda não gostou, mas eu queria lá saber, já nada me importava, ele nem sabia das mensagens, ficou a saber nas reuniões.

Continuo:

-E o professor vai separá-las nas aulas, e o Sr. Pai vai controlar isto senão vou mesmo à policia, estou farta, farta de perder horas de trabalho, farta de ver a minha filha em pânico, farta de aturar a sua mulher, falta de aturar a sua filha, farta de ser insultada.

FARTA FARTA.

O problema aqui resume-se ao seguinte, a mãe da Gabriela sofre de uma depressão crónica desde os 12 anos de idade.

A Gabriela entrou para o secundário com uma depressão, que quanto a mim não estava a ser bem tratada e a vítima era  a minha filha, como a mãe da Gabriela está em casa todo o dia, acreditava em tudo o que a filha lhe contava, não filtrava, e ligava para a minha filha, a sério! a miúda na altura tinha 13 anos, 13 anos! que mãe liga para uma miúda a pedir explicações?

 Muito mais haveria para contar, mas só tenho a dizer isto nós pais , aliás eu mãe, não nos apercebemos que os nossos filhos são vítimas de bullying, sendo ele psicológico, ou físico.

Sim, se os filhos não falarem connosco é muito díficil de detetar, caso da minha, e se vão bem dispostas para a escola, caso da minha.

A escola tem culpa?

Não.

Os professores sim pois muitos já se tinham apercebido e não disseram nada.

Remeteram-se ao silêncio, quiseram ficar isentos o porquê não sei.

Se tivessem agido as coisas não iriam tão longe.

Falta de altruismo, medo.

Não sei dizer.

O que é um facto é que a minha filha ía apavorada para a escola e eu não me apercebi.

Não me apercebi pois levantava-se sempre bem disposta.

Nunca manifestou pouca vontade de ir às aulas.

A minha filha sofria e eu não me apercebi.

Telefonava-me muitas vezes para falar de tudo e de nada e eu não me apercebi.

Mandava montes de mensagens sobre tudo e sobre nada e eu não me apercebi.

Por este motivo obriguei os professores a reprovar a Diana, obriguei mesmo.

Porquê?

Primeiro porque a Diana não estava preparada para o 8º ano.

Uma criança que vive em pânico não está atenta às aulas,mas sim a pensar no que a amiga irá fazer a seguir, com a agravante de ter problemas de concentração, associados ao deficit cognitivo, não tinha outra alternativa.

A Diana se transitasse de ano iria ficar na turma da Gabriela.

Até que ponto sacrificamos os nossos filhos para que tudo seja melhor?

SEMPRE QUE FÔR PRECISO, AS VEZES QUE FÔR PRECISO.

MAS DE UMA COISA TIVE A CERTEZA A MINHA FILHA É UMA MIÚDA MUITO FORTE

E TIVE QUE MANTER O MEU EQUILIBRIO, PARA QUE A MINHA FILHA MANTIVESSE O DELA.

UM CASO DE BULLYING COM UM FINAL FELIZ

NÃO SOU CLIENTE DA VODAFONE, MAS ESTOU MUITO ATENTA À PUBLICIDADE, ADORO ESTA E COMO A MINHA FILHA JÁ PASSOU PELO MESMO IDENTIFICO-ME COM ELA, MAS TAL COM A HISTÓRIA A DA MINHA FILHA, TAMBÉM TEVE UM FINAL FELIZ.

OBRIGADA VODAFONE, PENA É QUE ESTE ANÚNCIOS SÓ EXISTAM NO NATAL E NÃO DURANTE TODO O ANO.

 

HOJE CHOREI NÃO CONSEGUI EVITAR

Como já disse em outros posts, não choro com muita facilidade, mas hoje não consegui evitar.

Fui a uma reunião co a DT da minha filha e esta disse-me que ela era um diamante puro, chorei, não copiosamente mas vieram-me as lágrimas aos olhos, a Diana tal como já postei acha que o mundo é côr de rosa, para ela não existe o cinzento, nem o preto, e este mundo está cada vez mais a ser pintado de preto.

Devido a uma questão chata na turma, onde a se presencia e palavras da professora" crueldade pura" algo que ela nunca pensou vivenciar, a Diana neste caso está do lado da crueldade, é uma assistente silenciosa, mas "prenha" pelos ouvidos embora não entenda o que se está a passar, pois quando confrontada pela DT e pela professora de Ensino Especial, ela não sabe de todo explicar o que se está a passar, mas como toda a turma está do lado do fraquinho e mauzinho ela vai de arrasto, e tal como  diz a DT , como a Diana já passou por uma situação de bullying, não quer que se virem contra ela, se  porventura ela defender quem tem razão.

A DT diz que eu tenho um caso complicado para resolver, pois como a miúda não vê maldade em nada no futuro isto não vai de todo abonar a favor dela, mas farta de lhe dizer isso,estou eu, triste é que ela vai aprender da pior maneira e vai sofrer com isso, e eu não quero que ela sofra.

Estou farta de dizer que ela esta sempre a defender os pobres e oprimidos, mas desta vez está do lado errado.

Alíás confrontada com o que já passou, ela disse à DT que já tinha esquecido o que a G lhe fez e que a desculpa, já passou, ela tem este dom, de perdoar com muita facilidade, e a professora admira-a por isso, pois poucas são as crianças que assim pensam, aliás as meninas que estão a ser vitimizadas, dizem saber que a Diana no meio daquilo tudo é tão vitima como elas, só que vitima de influências negativas.

Solicitei à professora para pedir  desculpa por mim e pela miúda às mães da meninas pois eu já senti na pele o que elas,mães e as filhas estão a sentir.

OBRIGAR A ESCOLA A REPROVAR UMA ALUNA!!!ONDE JÁ SE VIU TAL!!!

Esta história do bullying tinha pano para mangas, mas no post anterior não quis entar em detalhes senão tornar-se-ia muito aborrecido, por esse motivo vou continuar a falar desse assunto agora.

Depois de todas as reuniões com a G e o pai e a criança afetada, a minha filha, a coisa lá acalmou, e a Diana começou a ter amigas, as outras colegas já podiam andar com ela, não foram precisos psicólogos nem pedopsiquiatras pois a miúda começou a ultrapassar e a esquecer, mas que foi muito desgastante a nivel emocional,foi, mas temos que entender que o bullying existe mas não vamos a programas de televsão falar sobre isso, e tal como  vi no programa da Julia Pinheiro na SIC , uns pais que foram falar do assunto e um dos aspetos que mencionaram, atenção que falo apenas de um aspeto que ouvi, foi que na escola chamavam "caixa de óculos" ao miúdo, a sério!!! isto é bulying? Não entendi bem, mas se as pessoas querem ir à televisão falar sobre isto, tudo bem, o meu pai quando eu tinha 13 ou 14 anos chamava-me FáFá de Belém pois eu era muito, mas muito magra e tinha muito peito, ora por esse prisma o meu pai exercia bulying sobre a própria filha, ao meu irmão, como ele usava óculos, chamava-lhe " caixa de óculos" então aqui o cenário era o mesmo, a serio!!! As pessoa vão à televisão, expõem os filhos e às vezes não pelas razões mais problemáticas,aliás nem deviam expôr os filhos, isto é uma assunto para resolver em casa.

É duro sim é, doi muito sim doi, nunca mais esquecemos , não nunca mais, mas há que seguir em frente, tal como já tinha falado noutro post, a Diana sofria bullying desde a primária, pelos motivos dos quais já falei , deficit cognitivo associcado a uma imaturidade muito acentuada, motivo pelo qual naõ brincava com crianças da idade dela, só com os da pré.

O que mais me entristece nesta história é que a Daina conheceu a G no 5º ano e a miuda sempre a defendeu, ficando sempre do lado dela, frequentavam a casa uma da outra, eram amigas, era a primeira amiga da minha filha, daí ela a ter escolhido como "alvo", a Diana era dela e só dela, ponto final, triste foi os professores saberem e colaborarem com esta história, pois a G pediu a todo eles para que  a Daina ficasse na carteira dela, pois assim ajudava-a, como é que ela poderia ajudar a Diana, se ela própria precisava de ajuda?

Como é óbvio a minha filha mais apavorada andava, e foi uma das minha imposições, a Diana na sala de aula tinha que ser separada da G.

Chaga o fim do ano letivo, e a Diana vem-me com esta conversa:

-Mãe a professora de ciências diz que o comportamento conta para a nota

-Mãe o professor de geografia diz que o comportamento conta para nota

Bem esta conversa não me estava a agradar,e como tal no penúltio dia de aulas fui à escola falar com o diretor de turma:

-Professor a Diana tem dito umas coisa que não me estão a agradar, de todo.

- Sim Paula já ouvi uns rumores que vai acontecer um milagre.

INCRÉDULA, É A PALAVRA, INCRÉDULA

- Não professor engana-se, os milagres  só em Fátima, e não aqui na escola, eu vou uma semana para fora e quando chegar quero ver na pauta a Diana reprovada, pois se assim não fôr eu na semana seguinte venho cá com a DGEST e a Diana vai prestar provas, e vai ser muito mau, não me faça perder uma semana de férias aqui metida com a miúda.

O homem nem queria acreditar no que lhe dizia:

-Paula, em 20 anos de carreira, a Paula foi a primeira mãe a pedir para reprovar a filha, normalmente é ao contrário

- E professor diga-me acha que ela está preparada para o 8º ano depois de tudo o que aconteceu?

-Não,não está.

-Pronto estamos entendidos.

O que é um facto é que reprovaram a miúda, mas segundo informação a nível particular, foi uma luta, a professora de matemática bateu o pé e não a reprovou, como é possível, a disciplina com as piores notas, mas claro como era uma disciplina com apoio, a Senhora ía ter muito que explicar e não estava para isso, assim sendo, o professor de Fisico Quimica teve que o fazer, quando era uma disciplina na qual ela tirava positiva, foi triste ver a frustação dela por ver que tinha reprovado, e acima de tudo que tinha tirado negatva a Fisico Quinica. mas não sabe o porquê, nem tem que saber, foi o melhor para ela.

Sacrifiquei a minha filha em detrimento da G, pois se ela passasse iriam ficar na mesma turma, mas eu sabia e todos os professores sabiam que ela não estava preparada para o 8º

ASSIM SENDO FIZ O MEU MELHOR SE ESTIVE CERTA OU ERRADA, TEMOS PENA MAS NÃO ME ARREPENDO E EXPLICAREI PORQUÊ DE NÃO ME ARREPENDER

Fiquei como uma pessoa nom grata na escola mas paciência, eu sou mãe eu mando não é a escola que decide o melhor para a minha filha.

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