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mãedocoraçãosoueu

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E VOLTEI,JÁ ME SINTO COM UM BOCADINHO MAIS DE VONTADE. VAMOS FALAR DA DIANA

Tal como já tinha dito a Diana a meu pedido, reprovou no 7º ano pelos motivos que já vos contei.

Ao reprovar teve uma uma turma nova e uma nova Diretora de Turma - Professora Maria Alice Azevedo, a professora Alice é de Caxinas, Vila do Conde, ora como eu costumava dizer, era pequena , quando digo pequena era por ser baixinha e rabina, que quer dizer despachada.

Esta professora para a Diana foi outro anjo que lhe apareceu, a Diana além de mim tem um anjo da guarda, eu acredito nisso, tem alturas em que ele a dexa voar sozinha para ver até onde chega, tem outras alturas em que tem a asinha debaixo dela, foi o que aconteceu neste caso.

A professora Alice foi até à data a pessoa que mais respeitou as leis do Ensino Especial, tinha uma enorme atenção com a dificuldades de aprendizagem da Diana, mas contudo fez algo que não me desagradou de todo, pediu aos colegas para não dar testes adaptados à miúda, queria fazer uma experiência, e ver até onde ela conseguia chegar, e chegou longe devo dizer, a Português pelo menos, disciplina que esta professora leccionava a Diana chegou a tirar testes de 70%, para quem vinha do ano anterior com  30% isto era um milagre, podem pensar " Oh á fácil aprofessora ajudava-a", não o que a professora fazia e que todos deviam fazer era no dia do teste sentar-se ao lado dela ler o texto, a primeira pergunta e a partir dái a Diana "pegava nos patins" e começava a nadar sozinha sem se desiquilibrar, isto é uma das regras do Ensino Especial, o professor no dia do teste deve sentar-se ao lado do aluno e dar o empurrãozinho necessário.

Aliás e voltando atrás no tempo, no exame do sexto ano, a Diana teve o direito a fazê-lo sozinha, com duas professoras não pertencentes à escola a vigiar e uma professora dela ao lado a apoiá-la, não a dizer como fazer, mas como apoio, e lá consseguiu passar, estas crianças que estão no Ensino Especial, precisam exatamente disso a asa de um anjo a abraçá-las para se sentirem mais seguras, pois o problema reside mesmo aí, INSEGURANÇA.

Assim sendo, a professora de Matemática que veio em substituição da que foi de baixa fez o mesmo e a miúda não é que tira um 68%!!! a Matemática, disciplina onde as notas dela não iam além dos 20%!!!!!!!!!!!!!!

A professora de Francês colocava-a junto da melhor aluna da turma e ela como se sentia segura, tirava positiva, bem esta experiência resultou, a professora Alice através do diálogo com os coelgas lá conseguiu levar a Diana a bom porto.

Esta Senhora vai-me ficar na memória, ainda comunicamos por mensagem pois este ano ficou em Esposende, e ainda bem, ficou perto de casa, ela merece, pois tem família e é tão boa professora que merece.

Esta professora adorava poesia, e ensinou os miúdos a gostar de poesia, a Diana tem um caderninho girissimo com vários poemas e  de vez em quando ainda lê, esta professora teve a sensibilidade de dar uma medalha à minha filha por ela ter ficado em 2º lugar no torneio de corta-mato, sim a Diana todos os anos candidata-se ( vai ser a próxima Rosa Mota) ,mas foi desclassificada pois a professora de educação fisica fez o favor de se esquecer de a inscrever, ela ficou tão triste, mas tão triste

-Oh mãe este ano que fiquei em 2º lugar fiquei desclassificada

-Sério porquê?

-A professora de Educação Fisica esqueceu-se de me inscrever

E atenção que eu tenho que dar permissão para ela ir

-Deixa lá filha fica para a próxima vez

-Oh mãe mas não é justo

-Deixa filha acontece

Perante isto a Professora Alice quando ela lhe contou fez-lhe a tal medalha, e a miúda ficou toda contente, são estas pequenas coisas que fazem as grandes pessoas, os grandes professores, o amor por aquilo que fazem, o amor pelo caminho que decidiram escolher  e a Professora Alice foi essa pessoa, foi o anjo da Diana, gostava tanto da pequenita que quando eu ia a reuniões as sós com ela para falarmos do percurso da Diana ela dava-me a mão e dizia:

- Oh Paula eu gostava tanto que a Diana falasse mais comigo, ela só fala com as professoras de apoio

-Professora ela fala muito com as professoras de apoio pois como não gosta de lá estar enquanto conversa não trabalha

-Ah! a safada pois é isso mesmo nunca me tinha ocorrido

-Pois! mas é só por isso

Então a partir daí às Sextas quando as duas últimas aulas eram exatamente 2 horas de Português, a Diana não saía às 18h15 mas sim às 18h30 pois a professora deixava todos os alunos sair e retia a Diana para falar um bocadinho com ela, uma vez disse-me

-Paula a Diana em conversa comigo, sim que ela já conversa comigo disse-me que a mãe já não lhe ralhava à muito tempo

-Não professora o que ela quis dizer é que já há muito tempo que não lhe dou uma palmada nem a castigo, ralhar,ralho, pois ela não é nenhuma Santa

-Ah! então era isso, pois lá está, eu quero cinhecê-la melhor, para a entender melhor

A professora MARIA ALICE AZEVEDO chama-nos " mãe coragem" e a " menina mulher força da natureza"

UM BEM HAJA PARA PROFESSORES ASSIM.

Com esta retenção no 7º ano a Diana não só encontrou um anjo, como encontrou uma turma de meninos bem comportados, bastante estudiosos e com ótimas notas e acima de tudo AMIGOS, que era uma coisa que ela não tinha nem sabia o que era, os miúdos acarinharam-na, apesar de ela ser a mais velha da turma, e receberam-na de braços abertos e assim começou uma nova etapa da vida dela, ir almoçar com os amigos ao shopping, ir à piscina, combinar coisas, falar ao telemóvel com eles, e também começou uma nova felicidade até então desconhecida.

 

 

 

PEDIDO DE TRANSFERÊNCIA E AS ESCOLAS PÚBLICAS

Após a história do bullying, e não querendo que a Diana permanecesse na mesma escola, iniciei o processo de transferência, enviei mail para a Escola Secundária Augusto Gomes e fomos a uma entrevista, correu bem e no final a vice-diretora da escola frisou que as crianças do Ensino Especial eram prioritárias, fiquei feliz e lá viemos embora e terminar o ano na Escola Secundária da Senhora da Hora, e ainda ter que encarar a buller,mas já só faltava 1 mês, fiquei tão feliz, tão feliz quando ouvi que a miúda era prioritária.

No acto da matricula lá fiz o pedido de transferência, não queria, não queria de todo que que a minha filha ficasse na mesma escola, ver a miúda todos os dias e lembrar-se do que lhe tinha acontecido, ou ter medo.

Antes de iniciar o próximo ano lectivo e sabendo que já estavam a formar as turmas comecei a inteirar-me se tinha conseguido transferir a criança, fui à Escola Augusto Gomes saber se tinhamos conseguido, qual é o meu espanto quando vou à secretaria e me dizem que não, não aceitaram a transferência, fiquei em choque, pior senti uma revolta tão grande que me apetecia bater em alguém, e esse alguém era a vice-diretora , a Dona Georgina, não lhe vou cahmar Doutora ou Professora pois para mim essa senhora não merece tal título.

Perante tal notícia fiquei à espera para poder falar com a Senhora, após esperar durante 1 hora fui informada que ela não iria à escola, bem é preciso frisar que para falar com esta senhora é pior que conseguir falar com o Primeiro Ministro ou com o Presidente da República, aquela sem dúvida não era a mesma escola que frequentei, só falta ter sentinelas à porta tal como no palácio de Belém.

No dia seguinte logo de manhã voltei para falar com a senhora, sentei-me num sofá, muito chique não!! após me terem dito que não sabiam se ela iria à escola ou tampouco a que horas, é normal uma vice-diretora não informar o local onde trabalha a que horas chega, ou até mesmo se vai aparecer? função pública, está tudo dito, função pública, para todos os efeitos estavamos em Julho, mas as férias dos professoras iniciam em Agosto, e falo por experiência própria. Passaram-se 2 horas, as auxiliares já não sabiam que mais me dizer, mas eu não arredava pé, eu tinha que falar com a senhora, já tinha perdido uma manhã de trabalho, portanto perdido por cem, perdido por mil.

A senhora entrou toda esbaforida, parecia que tinha muito que fazer,ou que já tinha trabalhado muito a auxiliar foi ter com ela e foi-lhe dito que naquele dia não me podia atender. Nesse dia quando cheguei à empresa comecei a chorar, a sério raramente choro, mas nesse dia a raiva tomou conta de mim, eu chorava de raiva, de revolta.

Não baixei os braços, e liguei para a DGEST, duas pessoas, devo dizer, muito atenciosas disseram exatamnete a mesma coisa, a escola é quem decide, como? Estamos a falar de uma escola pública, a DCGEST não intervem? as escolas são autónomas? Expilquei que a Diana era prioritária mas fiquei a entender pelo que me foi dito, aquilo que eu já sabia, a Diana ia ser um estorvo para aquela escola, pois existe uma rivalidade entre a Zarco e Augusto Gomes, e foi-me confirmado pela DGEST, as crianças tinham que ser boas alunas, não podiam ter dificuldades senão iriam estragar a pintura

Mantive contacto com a Escola Secundária da Senhora da Hora e a Dona Eva, chefe da secretaria, que foi muito, mas muito atenciosa comigo, disse-me que o processo de transferência da Diana foi recusado no mesmo dia em que chegou à Augusto Gomes, ui! aí então é que virei Hulk, como tinha o mail da vice-diretora da Augusto Gomes, do diretor e da diretora da Secundária da Senhora da Hora, mandei uns mails para a senhora com o conhecimento dos dois últimos, e confesso não foram mails muito agradáveis, não  tratei mal a senhora, atenção, pois ainda sou uma pessoa bem educada.

Agora a questão que coloco e que coloquei à DGEST, estas escolas são públicas, ou são colégios particulares? Desde quando é que uma criança não tem direito a mudar de escola, desde quando é que estamo limitados no ensino? 

A minha filha ficou na Senhora da Hora, e hoje posso dizer ainda bem, no ano que repetiu (7º) teve uma turma excelente e uma diretora fora de série, há males que vêm por bem, a outra miúda passou e foi para o 8º com horário da tarde, e a minha com horário da manhã, por isso também estava tranquila.

E fico muito feliz por saber através de uma amiga que tem a filha na Augusto Gomes

1º - Houve alunos que passaram com 5 negativas, boa minha senhora, na escola da minha fliha reprovam com 3

2º - É solicitada uma exigência aos alunos que os impede de ter tempo para brincar, estamos a falar de miúdos com 12/13 anos

3º-A filha dessa minha amiga vive numa ansiedade constante, pois como tem medo de reprovar, além de estudar com Centro de estudos, ainda o faz ao Sábado e ao Domingo, quando é que lea tem tempo para ver televisão, sair com os pais, com os amigos, aliás durante as aulas, não há um dia em que ela possa vir cá a casa.

4º A minha amiga ficou arrependida com a transferência, mas agora não há nada a fazer

 

MAIS UMA HISTÓRIA HILARIANTE, LÁ ME VOU LEMBRANDO DESTAS COISAS!! PARTE 2

Ainda no Gerês, não, não vou falar dessas férias, já o fiz.

A minha filha quando era pequena e porque não estava de todo habituada a andar de carro e a fazer grandes viagens, bem esta não foi muito longa, do Porto ao Gerês dão mais ou menos 2 horas, como estava a dizer, não estando a catraia habituada a fazer viagens longas, na Casa de Cedofeita eles saíam, mas quando o faziam era de camioneta e os miúdos íam todos entretidos uns com os outros, mas neste caso não, eramos quatro.

A caminho da casa do Chef para o tal jantar, a minha filha começa logo:

-João vai demorar muito?

Ele não responde e diz-me:

-Vou vencê-la pelo cansaço vais ver que ela vai parar de perguntar.

Como ele a conhecia bem e sabia que quando saíamos e se a viagem demorasse mais de trinta minutos ela começava:

-João vai demorar muito?

Eu respondi-lhe

-Não a vais conseguir vencer.

Passaram dois minutos

-João vai demorar muito?

João responde:

-Não Diana é já na próxima curva

Pois, porque os caminhos no Gerês é curva contra curva e o Senhor ainda morava bem longe

Mais dois minutos:

-João vai demorar muito?

-Não Diana á já na próxima curva

-Não percebo, já passamos por tantas curvas e estás sempre a dizer a mesma coisa, tu estás a mentir, tu estás a enganar a Diana,mãe vai demorar muito?

- Filha não sei, não conheço o local onde mora o Chef

Bem o João tinha uma paciência para a minha filha, era impressionante. Alías ele tinha um carinho enorme por ela.

Esta conversa entre os dois durou meia hora, tempo que demoramos a chegar a casa do Chef, eu e a filha do João só nos riamos, pois uma coisa é certa, ele não a conseguiu vencer pelo cansaço, ela é que cansava as pessoas, ou aprendíamos a desligar, ou saímaos do carro para dar um berro, respirar fundo e continuar viagem.

AFINAL APÓS VÁRIA HORA NAS LIMPEZAS LÁ CONSEGUI ESCREVER ALGUMA COISA

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