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maedocoracaosoueu

Dom | 19.08.18

UMA MÃO LAVA A OUTRA E AS DUAS LAVAM A CARA!!!!!!!!!!!!!!

Esta expressão significa que uma pessoa deve ajudar a outra.

Assim como uma mão não se consegue lavar por completo sozinha e precisa da ajuda da outra mão, a analogia serve para as pessoas também. Tu ajudas alguém e esse alguém ajuda-te a ti.

 

Pois foi exactamente o que aconteceu ontem.

Como já disse vivo numa aldeia.

Onde todos se conhecem.

Uns melhores que os outros como é óbvio.

Pois bem .

Eu já precisei da ajuda do Senhor Azevedo.

Agora ele precisou da minha.

E é assim que as coisas funcionam.

Não há outra maneira possível.

O Senhor Azevedo "faz" um quintal ao lado do da minha mãe.

Já nos conhecemos há muitos anos.

Ao Senhor Azevedo, à esposa, filha e neto.

Quando preciso de furar uma parede, colocar um estore, colocar uma lâmpada, montar um móvel, aqueles da Ikea que têm mais de 500 peças, quem é que chamo?

O Senhor Azevedo.

E o Senhor Azevedo está sempre disponível.

Sempre.

Alías estava.

De há uns tempos para cá o Senhor Azevedo entrou numa espiral depressiva.

Já não vai ao terreno.

Já não ajuda quando preciso, aliás a minha mãe dizia para não o chamar, que ele não estava bem.

Tive que me socorrer de outra pessoa conhecida.

O Senhor Azevedo era daquelas pessoas que fazia a minha mãe e toda a gente que os fosse visitar ao terreno, rir, mas rir mesmo pois ela era muito engraçado.

A minha mãe chegava e fazia-nos rir a nós com as peripécas dele.

Mas isso acabou.

O Senhor Azevedo não brinca.

Aliás nem aparece no Quintal.

Desistiu.

Atirou a toalha ao chão. Isto são as depressões não?

Contudo foi ao médico de família e trouxe uma pilha de madicamentos.

Estava cada vez pior.

Passaram 4 meses e estava cada vez pior.

Mas o grande problema é que a filha era a vitima e a esposa a pacificadora, mas a Zezinha já não estava a aguentar mais.

A próxima a ir ao médico seria ela.

Com toda a certeza.

Até que um dia.

O Sr. Azevedo decide pedir ajuda à minha mãe.

Sabia que o meu irmão tinha ido a um bom psiquiatra e estava melhor, logo deciciu desabafar com a minha mãe.

Bateu no fundo.

Tinhamos que o fazer vir à tona.

A minha mãe pede para eu ligar ao Dr. Alexandre.

Estava de férias, o Dr. Alexandre.

Ainda tinha que aguardar uns dias.

Uns dias às vezes são meses, pelo menos para quem aguarda ansiosamente por ajuda.

O Senhor Azevedo lá aguentou.

Finalmente o Dr. Alexandre chegou.

Liguei.

Disse que era irmã do Rui.

Disse que tinha um caso muito urgente.

Liguei na Quinta e no Sábado ( ontem) lá fomos.

Atendeu-o às duas.

Só o faz em caso excepcionais.

Obrigada Dr. Alexandre.

E eu também fui.

Porquê?

Perguntam vocês.

Porque após me dar a morada eu vi logo onde era o consultório.

Conheço muito bem o Porto.

Vá lá, sorte a minha.

A consulta demorou 2 horas.

Chegamos mais cedo, 13 e 45 lá estavamos.

Saímos às 16 e 15.

O Senhor azevedo saiu de lá satisfeito.

Desabafou.

Ouviu conselhos.

Assimilou tudo.

A medicação foi toda alterada.

A  Zezinha entrou no fim a pedido do médico e também gostou muito.

Vinham felzes.

Mas ainda não se via nos seus rostos.

Ainda vai demorar.

Bem felizes não é a palavra certa pois o senhor Azevedo e a Zezinha há muito que não sabem o que é a felicidade.

Mas se tudo correr bem e a medicação começar a fazer efeito.

A felicidade deles vai começar.

E a nossa também.

Pois quando os outros estão felizes, nós também estamos.

E é isto.

E pode ser que o Senhor Azevedo volte ao seu quintal e anime a minha mãe.

E pode ser que daqui a uns tempos a minha mãe já venha contar mais peripécias do senhor Azevedo.

Eu para já não preciso de furos nem montar móveis.

Mas se precisar eu espero.

Espero que o Senhor Azevedo melhore.

E se ele me vier ajudar é sinal que está melhor.

E eu fico feliz.

Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara.

 

 

 

 

 

 

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